
O estreante Renan Santos, de 42 anos, e representante do partido Missão, ingressou na corrida presidencial com uma postura declaradamente incisiva, utilizando a provocação e o embate direto como pilares de sua comunicação. Ele se posiciona no espectro político de forma estratégica ao afirmar: "Estou à direita de Flávio Bolsonaro (PL)".
Abaixo, os pontos centrais dessa nova candidatura:
A "Direita Autêntica": Santos tenta atrair o eleitor conservador ao empurrar seus adversários para o centro. Em declaração à Jovem Pan, ele foi enfático: "Não existe terceira via. Eu sou o candidato da direita, o Flávio é um candidato do centro, o Lula é candidato do centro e os outros dois, o Zema e o Caiado, são o 'centro dois' e o 'centro três', o cara que fica no banco de reservas do Flávio".
O Alvo Prioritário: O foco de seus ataques mais virulentos é o senador Flávio Bolsonaro. Em uma transmissão ao vivo, Santos disparou: "Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro. Me aguarde, seu vagabundo".
Perfil do Eleitor: Analistas apontam que sua figura atrai jovens que rejeitam o bolsonarismo e o lulismo, buscando uma alternativa antissistema.
Origens: Um dos criadores do Movimento Brasil Livre (MBL) em 2014, Santos participou ativamente dos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Estética Visual: Kim Kataguiri descreve o movimento como uma mistura de arte e política, o que justifica o uso de vídeos rápidos e temas polêmicos nas redes sociais para engajar a juventude.
Evolução do Grupo: O MBL, que já pediu a saída de Dilma e de Bolsonaro, agora possui partido próprio (Missão), plataforma de streaming e representação parlamentar.
Segurança Pública: Adota um modelo de "linha-dura" inspirado em Nayib Bukele, utilizando o slogan "prendeu matou" para confrontos policiais.
Justiça Penal: Advoga pelo "Direito Penal do inimigo", defendendo que integrantes de facções criminosas tenham menos direitos que réus comuns.
Pautas Sociais e Econômicas: É favorável a escolas militares e à prisão perpétua, sendo contrário a cotas raciais. Propõe um "mutirão anti-Bolsa Família" para substituir o auxílio governamental por frentes de trabalho.
Estrutura de Campanha: Sem marqueteiros ou grandes financiadores, a campanha aposta em um estilo próprio de comunicação direta.
Passado Polêmico: O candidato já enfrentou processos trabalhistas e foi condenado a indenizar a filósofa Djamila Ribeiro por ofensas nas redes sociais. Além disso, episódios envolvendo áudios e vídeos com conteúdos considerados misóginos marcaram a trajetória de lideranças do grupo.