Entenda a política externa estratégica de Lula para posicionar o Brasil no mundo

As relações exteriores do país hoje se baseiam em uma postura prática, tentando estabelecer conversas com variados centros de influência sem submissões imediatas

04/05/2026 às 16h22
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Lula - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente Lula - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir do início de seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, vem focando em uma robusta programação exterior com o intuito nítido de recolocar a nação como uma força de peso na política internacional. Tal tática quebra o distanciamento diplomático da gestão precedente e investe no reestabelecimento de vínculos com aliados tradicionais e emergentes.

As relações exteriores do país hoje se baseiam em uma postura prática, tentando estabelecer conversas com variados centros de influência sem submissões imediatas. Os deslocamentos do presidente e de seu corpo ministerial cresceram consideravelmente, passando por gigantes como EUA e China, além de reuniões de alto nível na Europa, América Latina e África.

A meta é recobrar a liderança em organismos internacionais, a exemplo da ONU, do G20 e dos BRICS. A administração federal trabalha para exibir o Brasil não só como uma força local, mas como um interlocutor dinâmico e pacificador em pautas universais, envolvendo temas como harmonia global, proteção e crescimento consciente.

As bases da renovada diplomacia nacional

A conduta externa brasileira se alicerça em três frentes fundamentais:

  • Questão Ambiental: A Amazônia ocupa o posto de destaque, onde a promessa de erradicar a supressão florestal e fomentar a mudança da matriz energética funciona como um diferencial para captar aportes financeiros e polir a reputação do país perante a Europa, fato que garantiu a Belém (PA) a realização da COP30 em 2025.

  • Integração Regional e Sul-Sul: Ocorre a retomada do convívio com nações da América do Sul e o estímulo às parcerias entre países em desenvolvimento. O retorno à Celac e o fomento à união do bloco evidenciam essa urgência em reafirmar a hegemonia brasileira no território sul-americano e em grupos como os BRICS, que o país liderou em 2025.

  • Mediação de Impasses: O país busca atuar como conciliador em choques globais, como o embate em solo ucraniano. Ainda que o posicionamento cause controvérsias, ele sublinha o desejo nacional de operar de forma autônoma e com abertura para conversar com diversos governos. A proposta de instituir um “clube da paz” exemplifica tal pretensão no campo das relações internacionais.

A missão do Ministério das Relações Exteriores é converter esse cronograma dinâmico em conquistas palpáveis, como a expansão de tratados de troca e o ingresso de divisas externas. Um ponto determinante para ratificar este novo capítulo foi a liderança brasileira no G20, que teve seu ápice no encontro de cúpula ocorrido no Rio de Janeiro, em novembro de 2024. O marco dessa conferência foi a fundação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, intensificando a visibilidade internacional da pátria.

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