
A jornalista Leda Nagle virou assunto nas redes sociais após se posicionar sobre o debate envolvendo trabalho infantil. No último domingo (3), ela demonstrou apoio a uma declaração do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que sugeriu mudanças na legislação brasileira sobre o tema.
Ao comentar o assunto, Leda relembrou experiências da própria infância e afirmou concordar com o político. “Ele está certo sim! Falo por experiência própria. Trabalhei desde muito cedo junto com meu pai e minha mãe no nosso Armazém Mineiro a partir dos 9 e 10 anos. Ia ao Instituto Santos Anjos de manhã, fazia os deveres de casa no balcão do armazém e depois atendia fregueses junto com meus pais, pesando arroz, feijão (que na época eram vendidos a granel) e fazia pequenas entregas”, escreveu.
Na sequência, ela completou: “Tenho belas lembranças desta época. Éramos fortes, unidos e felizes. Sem drama”. A publicação, feita na rede social X, rapidamente gerou repercussão negativa e dividiu opiniões entre os internautas.

A fala da jornalista foi uma resposta a um vídeo em que Romeu Zema comentou o tema durante participação em um podcast no Dia do Trabalhador. Na ocasião, ele criticou a legislação brasileira que proíbe o trabalho infantil e citou exemplos de outros países. “Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você está escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza de que nós vamos mudar”, afirmou.
Atualmente, a legislação brasileira estabelece regras rígidas sobre o tema. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbem o trabalho para menores de 16 anos, com exceção da condição de aprendiz, permitida a partir dos 14. Já atividades consideradas perigosas, insalubres ou forçadas podem resultar em pena de reclusão de dois a oito anos.