Secretário do PT detona candidatura de Flávio Bolsonaro: “Nunca trabalhou ou teve emprego”

Segundo o dirigente, a estratégia para enfrentar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto foca em expor sua trajetória real, evitando ataques nominais

05/05/2026 às 14h52
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Éden Valadares - Reprodução: SBT News/Reprodução
Éden Valadares - Reprodução: SBT News/Reprodução

Em conversa recente com o programa Podnews, do SBT News, Éden Valadares, secretário da comunicação nacional do PT, analisou o cenário eleitoral e o embate contra a extrema direita. Segundo o dirigente, a estratégia para enfrentar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto foca em expor sua trajetória real, evitando ataques nominais.

Valadares destacou que o marketing adversário buscará suavizar a imagem do senador. Segundo ele: “Eles vão tentar apresentar o Flávio como um pai de família, jovem, moderado, de direita, mas do diálogo. Essa é uma versão que o marketing vai tentar apresentar. O que a comunicação do PT e o presidente Edinho têm orientado é não usar adjetivo nenhum na caracterização de Flávio Bolsonaro. É apresentar Flávio por Flávio, apresentar a verdade sobre a trajetória dele”.

O petista questionou a experiência profissional do parlamentar: “Quem é Flávio? O que ele ocupou de cargo público na vida? Cá para nós, ele só ocupou cargo público na vida. Ele nunca trabalhou, nunca foi trabalhador, nunca teve emprego. Então, ele ocupa, por conta da família, cargos públicos a vida toda”.

Para o secretário, a presença de um herdeiro político de Jair Bolsonaro inviabiliza uma alternativa de direita moderada. Ele argumentou que: “A primeira vítima das eleições novamente é a direita, porque apresenta um candidato bolsonarista, com o sobrenome Bolsonaro, com a trajetória bolsonarista e com valores bolsonaristas. Aquela ideia de ter uma candidatura de direita, mediada, moderada, moderna, que tentavam transformar Tarcísio [de Freitas] nisso, foi a primeira vítima das eleições. Essa terceira via não existe no Brasil”.

Críticas ao Caso Master e ao Senado

Valadares também apontou o que chama de "falsa equivalência" na mídia sobre o escândalo do Banco Master. Ele ressaltou que as figuras centrais, como Ibaneis Rocha, Ciro Nogueira e ACM Neto, pertencem ao espectro da direita e do centrão, e que o crescimento do banco ocorreu sob a gestão Bolsonaro.

Sobre a atuação de nomes ligados ao PT, ele defendeu: “Aí pegam o [Ricardo] Lewandowski, que prestou consultoria, o Guido Mantega, que prestou consultoria, que não são dirigentes partidários, foram ministros dos governos do PT, mas não são dirigentes partidários, não é a mesma dimensão, pegam dois casos isolados para comparar com um esquema que foi montado, gestado e acelerado durante o governo de Bolsonaro”.

Por fim, Éden classificou a negativa do Senado ao nome de Jorge Messias para o STF como um ato estritamente partidário: “O que aconteceu foi uma rejeição política. A maioria do Senado Federal rejeitou o nome de Messias por uma série de questões não técnicas, mas, sim, políticas. Eu penso que a maioria do Senado Federal fez dessa rejeição um recado ao próprio governo, fez disso um recado ao Supremo Tribunal Federal, ao Poder Judiciário”.

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