Romeu Zema diz que eleitor deve escolher ele ao invés de Flávio: “Tive que ralar, não tenho o rabo preso”

Zema argumenta que sua independência é o fator que o credencia como uma alternativa superior ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

05/05/2026 às 15h02
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Romeu Zema e Flávio Bolsonaro - Reprodução: Reprodução/Amado Mundo; Andressa Anholete/Agência Senado
Romeu Zema e Flávio Bolsonaro - Reprodução: Reprodução/Amado Mundo; Andressa Anholete/Agência Senado

Em recente entrevista ao portal UOL, o pré-candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), defendeu que o eleitorado deve priorizar seu nome em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL). O mineiro sustentou sua tese baseando-se em sua autonomia política, ausência de compromissos escusos e uma biografia marcada pelo esforço no trabalho, assemelhando-se à realidade da população.

Zema argumenta que sua independência é o fator que o credencia como uma alternativa superior ao filho do ex-presidente. Identificando-se como um "pagador de impostos", ele busca diferenciar-se daqueles que construíram carreiras exclusivamente na esfera estatal. Mesmo após dois mandatos no Executivo mineiro, ele persiste na narrativa de ser um "não político", enfatizando uma administração técnica e isenta de privilégios.

Embora existam articulações internas no Novo para uma coalizão entre os dois nomes, Zema descartou ser vice na chapa de Flávio, assegurando que manterá sua candidatura própria.

A Visão do Candidato

Ao justificar suas vantagens, Zema declarou: “Eu tenho histórico diferente”. Ele prosseguiu afirmando: “Eu sou igual a maioria dos brasileiros, sempre tive de ralar pra ganhar o meu dinheiro e um dos problemas do Brasil sempre foi ter presidentes que vieram do setor público, foram recebedores de imposto. Eu sempre fui pagador de impostos”.

O ex-governador acredita que, em períodos de instabilidade, o país carece de um gestor externo para proporcionar a “chacoalhada necessária”. Sobre sua conduta ética, ele pontuou: “Em Minas eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço. E é o que eu vou fazer no Brasil. Eu não tenho rabo preso. Eu não tenho esses conchavos políticos que deixam todo mundo amarrado, com medo de falar a verdade. Então eu tenho algumas diferenças aí”.

Quanto ao alinhamento com o grupo bolsonarista, o pré-candidato esclareceu que a união nasceu da oposição à esquerda, apesar de divergências na gestão da pandemia. “Eu nunca fui do mesmo partido. O que eu tenho muito em comum com Bolsonaro é ser anti-PT”, explicou.

Por fim, ao ser indagado sobre as polêmicas jurídicas que envolvem Flávio Bolsonaro, como a compra de propriedades com espécie e o processo das "rachadinhas", Zema preferiu não se aprofundar, alegando desconhecimento dos pormenores, mas pontuou que todo processo investigativo deve seguir seu curso.

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