
Em recente entrevista ao portal UOL, o pré-candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), defendeu que o eleitorado deve priorizar seu nome em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL). O mineiro sustentou sua tese baseando-se em sua autonomia política, ausência de compromissos escusos e uma biografia marcada pelo esforço no trabalho, assemelhando-se à realidade da população.
Zema argumenta que sua independência é o fator que o credencia como uma alternativa superior ao filho do ex-presidente. Identificando-se como um "pagador de impostos", ele busca diferenciar-se daqueles que construíram carreiras exclusivamente na esfera estatal. Mesmo após dois mandatos no Executivo mineiro, ele persiste na narrativa de ser um "não político", enfatizando uma administração técnica e isenta de privilégios.
Embora existam articulações internas no Novo para uma coalizão entre os dois nomes, Zema descartou ser vice na chapa de Flávio, assegurando que manterá sua candidatura própria.
Ao justificar suas vantagens, Zema declarou: “Eu tenho histórico diferente”. Ele prosseguiu afirmando: “Eu sou igual a maioria dos brasileiros, sempre tive de ralar pra ganhar o meu dinheiro e um dos problemas do Brasil sempre foi ter presidentes que vieram do setor público, foram recebedores de imposto. Eu sempre fui pagador de impostos”.
O ex-governador acredita que, em períodos de instabilidade, o país carece de um gestor externo para proporcionar a “chacoalhada necessária”. Sobre sua conduta ética, ele pontuou: “Em Minas eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço. E é o que eu vou fazer no Brasil. Eu não tenho rabo preso. Eu não tenho esses conchavos políticos que deixam todo mundo amarrado, com medo de falar a verdade. Então eu tenho algumas diferenças aí”.
Quanto ao alinhamento com o grupo bolsonarista, o pré-candidato esclareceu que a união nasceu da oposição à esquerda, apesar de divergências na gestão da pandemia. “Eu nunca fui do mesmo partido. O que eu tenho muito em comum com Bolsonaro é ser anti-PT”, explicou.
Por fim, ao ser indagado sobre as polêmicas jurídicas que envolvem Flávio Bolsonaro, como a compra de propriedades com espécie e o processo das "rachadinhas", Zema preferiu não se aprofundar, alegando desconhecimento dos pormenores, mas pontuou que todo processo investigativo deve seguir seu curso.