
Após ser deixado de fora da corrida pela cadeira paulista no Senado, o coronel Mello Araújo (PL), atual vice-prefeito de São Paulo, revelou ao Metrópoles que pretende lançar sua candidatura à prefeitura da capital em 2028. A estratégia surge diante da impossibilidade de Ricardo Nunes (MDB) buscar um novo mandato, já que o atual gestor cumpre seu segundo período consecutivo no cargo.
Anteriormente, Araújo era um dos nomes fortes para a disputa à Casa Alta, vaga que acabou consolidada pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), André do Prado (PL). A definição foi fruto de um arranjo político entre Valdemar Costa Neto, líder do partido, e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Em tom de desabafo e desprendimento, o vice-prefeito comentou sua posição no xadrez político:
“O vice sempre acaba sendo um candidato nato. Vamos ver o que a população quer. Eu tenho certeza que nenhum partido me quer. Eu vou me colocar à disposição, mas acredito que ninguém vai querer me abraçar. Vou considerar que o meu dever está cumprido”.
O coronel também expressou descontentamento com sua exclusão dos levantamentos de intenção de voto e questionou a competitividade dos novos nomes apresentados. Segundo ele, havia uma indicação prévia de apoio do ex-presidente:
“O presidente Bolsonaro defendia que eu seria o nome ideal [para o Senado]. Meu nome nem aparece mais [nas pesquisas] e puseram pessoas fracas pra concorrer com o André do Prado. Simplesmente eles mudaram e puseram gente inexpressiva. A gente percebe que tem uma preferência do Valdemar ao André do Prado”.
Diante do cenário, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais para ratificar a escolha do líder da Alesp para a disputa. Na publicação, o parlamentar buscou apaziguar os ânimos, enaltecendo o papel de Mello Araújo e dos demais postulantes na unidade do grupo. Segundo Eduardo, todos os nomes envolvidos “seriam excelentes opções para a vaga, mas sabem que na construção de um novo país todos precisamos jogar juntos visando o melhor para o Brasil”.