
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nessa última terça-feira (5) para criticar duramente o afastamento temporário de Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). O trio de deputados recebeu uma suspensão de 60 dias aplicada pelo Conselho de Ética, motivada por um episódio de resistência física que paralisou a cúpula da Casa em agosto de 2025.
Em postagem na plataforma X, o parlamentar mineiro classificou a deliberação do colegiado como um “dia vergonhoso para o Parlamento”. Além do protesto, Ferreira assegurou que empenhará esforços políticos para tentar anular a penalidade imposta aos colegas de bancada e aliados.
A origem do imbróglio jurídico-parlamentar reside em uma representação da Mesa Diretora da Câmara. A acusação formal de quebra de decoro refere-se aos eventos de 6 de agosto, quando os sancionados agiram para inviabilizar que o presidente do Legislativo, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumisse seu posto oficial de comando durante a sessão.
A votação que selou o destino temporário do trio foi marcada por:
Intensa Resistência: Foram quase oito horas de debates acalorados.
Manobras Regimentais: Grupos oposicionistas tentaram, sem sucesso, adiar o veredito por meio de pedidos de vista e novos requerimentos.
Determinação da Presidência: Fabio Schiochet (União Brasil-SC), que chefia o conselho, manteve a sessão ativa até que o resultado fosse proclamado, ignorando as tentativas de obstrução.
É fundamental notar que os parlamentares não se afastam das funções de imediato. O rito processual garante à defesa um período de cinco dias úteis, após a oficialização no Diário da Câmara, para protocolar um recurso junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Se a CCJ mantiver o entendimento do Conselho de Ética, a palavra final será submetida à soberania do plenário, onde todos os deputados decidirão o desfecho da punição.