Nikolas Ferreira sobre punição de deputados por motim: “Dia vergonhoso para o Parlamento”

Além do protesto, Ferreira assegurou que empenhará esforços políticos para tentar anular a penalidade imposta aos colegas de bancada e aliados

06/05/2026 às 11h43
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Compartilhe:
Nikolas Ferreira - Reprodução: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Nikolas Ferreira - Reprodução: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nessa última terça-feira (5) para criticar duramente o afastamento temporário de Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). O trio de deputados recebeu uma suspensão de 60 dias aplicada pelo Conselho de Ética, motivada por um episódio de resistência física que paralisou a cúpula da Casa em agosto de 2025.

Em postagem na plataforma X, o parlamentar mineiro classificou a deliberação do colegiado como um “dia vergonhoso para o Parlamento”. Além do protesto, Ferreira assegurou que empenhará esforços políticos para tentar anular a penalidade imposta aos colegas de bancada e aliados.

A origem do imbróglio jurídico-parlamentar reside em uma representação da Mesa Diretora da Câmara. A acusação formal de quebra de decoro refere-se aos eventos de 6 de agosto, quando os sancionados agiram para inviabilizar que o presidente do Legislativo, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumisse seu posto oficial de comando durante a sessão.

A votação que selou o destino temporário do trio foi marcada por:

  • Intensa Resistência: Foram quase oito horas de debates acalorados.

  • Manobras Regimentais: Grupos oposicionistas tentaram, sem sucesso, adiar o veredito por meio de pedidos de vista e novos requerimentos.

  • Determinação da Presidência: Fabio Schiochet (União Brasil-SC), que chefia o conselho, manteve a sessão ativa até que o resultado fosse proclamado, ignorando as tentativas de obstrução.

Trâmites Finais e Prazo Recursal

É fundamental notar que os parlamentares não se afastam das funções de imediato. O rito processual garante à defesa um período de cinco dias úteis, após a oficialização no Diário da Câmara, para protocolar um recurso junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Se a CCJ mantiver o entendimento do Conselho de Ética, a palavra final será submetida à soberania do plenário, onde todos os deputados decidirão o desfecho da punição.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários