Justiça nega suspensão de plataforma bancada com emenda de Erika Hilton

A investida jurídica partiu da ONG Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria) em 30 de abril. Na mesma data, a magistrada Liviane Kelly Soares Vasconcelos rejeitou a interrupção imediata das atividades

06/05/2026 às 13h01
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Erika Hilton - Reprodução: Redes Sociais
Erika Hilton - Reprodução: Redes Sociais

O Judiciário do Distrito Federal negou a solicitação que visava suspender uma plataforma de vigilância contra fake news direcionadas à população LGBTQIA+. A iniciativa é custeada por meio de emendas parlamentares destinadas pela deputada Erika Hilton (PSol-SP).

A investida jurídica partiu da ONG Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria) em 30 de abril. Na mesma data, a magistrada Liviane Kelly Soares Vasconcelos rejeitou a interrupção imediata das atividades.

Em sua fundamentação, a juíza optou por não conceder a liminar, determinando que o Executivo Federal e a Aliança Nacional LGBTI, entidade encarregada da operação do sistema, sejam previamente consultados antes de novas deliberações.

Conforme reportado pela coluna Andreza Matais, do Metrópoles, a organização autora da ação sustenta que os ativos estatais estariam sofrendo desvio de finalidade. Segundo a Matria, o mecanismo estaria operando para expor e retaliar opositores sob o pretexto de combater mentiras, caracterizando uma “vigilância ideológica” subsidiada pelo erário.

No entanto, ao analisar o caso no fim de abril, a juíza argumentou que a demora em acionar a Justiça enfraquece a tese de necessidade urgente:

“O ato impugnado é de 2024, e o principal elemento posterior indicado pela autora para reforçar a nulidade do ato consiste em reunião realizada em 24/04/2025. Assim, considerando que a lide foi ajuizada apenas em abril de 2026, não se vislumbra urgência que autorize a análise do pleito de suspensão do ato sem a prévia manifestação das rés”.

Funcionamento e Estrutura do Projeto

Os detalhes técnicos do programa revelam uma contribuição de R$ 300 mil articulado por Erika Hilton para o Paraná.

  • Execução: A cargo da ONG Aliança Nacional LGBTI+.

  • Formalização: Realizada via termo de fomento com o Governo Federal.

  • Natureza: Embora a plataforma seja acompanhada pelo Ministério dos Direitos Humanos, ela não faz parte da administração direta da União.

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