
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, manifestou novamente sua oposição à coalizão entre a direita e Ciro Gomes (PSDB) na corrida pelo governo do Ceará. Atualmente, o tucano aparece à frente nas sondagens eleitorais, desafiando a reeleição de Elmano de Freitas (PT).
Através de suas redes sociais, Michelle reaqueceu a polêmica ao compartilhar um registro de 2019 no qual o ex-ministro insultava Jair Bolsonaro. Na legenda da postagem, ela questionou o pragmatismo de seus aliados: “e ainda há pessoas da direita apoiando esse indivíduo”.
No conteúdo recuperado, Gomes utilizava termos severos para analisar a personalidade do então presidente, classificando-o como alguém de intelecto limitado e movido por ressentimentos:
"Bolsonaro tem ódio ao estamento militar. Paixão, não é? Mas ele foi expulso dali. Ele quebrou a hierarquia, ele falou contra os seus superiores. (...) Se você quiser entender o Bolsonaro, você vai vendo várias coisas. Por que que o Bolsonaro tem esse esse ódio anti-intelectual? É porque ele é curto, capacidade de raciocínio ele em abstrato, ele é quase um burro. É quase um jumento, assim, um cara imbecil mesmo. E aí o que que ele tem? Ele tem ódio aos letrados, ele tem horror a isso. E aí por que Bolsonaro quer transformar a Bahia de Angra de Janga dos Reis numa nova Cancún? É porque ele foi multado pescando ilegalmente lá. Ele tem horror à questão ambiental", declarava o político cearense na gravação.
O posicionamento de Michelle não é isolado. Em dezembro de 2025, ela já havia demonstrado indignação com a aproximação, lembrando que Ciro costumava rotular o marido de "ladrão e frouxo".
Essa postura, iniciada durante o lançamento da campanha de Eduardo Girão (Novo), provocou ruídos públicos na família Bolsonaro:
Confronto com Flávio: O senador e pré-candidato à Presidência chegou a descrever a atitude da madrasta como "autoritária".
Recuo: Após um pedido de desculpas de Flávio, o Partido Liberal (PL) optou por paralisar o suporte oficial ao cearense.
Apesar da barreira imposta por Michelle e do recuo formal do PL, Ciro Gomes mantém as articulações nos bastidores para tentar atrair novamente o partido para sua base de apoio. A disputa interna revela o dilema da direita cearense: priorizar a derrota do PT ou manter a fidelidade ideológica diante de ataques biográficos.