
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), rejeitou a possibilidade de figurar como suplente na chapa para o Senado no pleito de 2026. Por meio de suas redes sociais, a congressista reafirmou na segunda-feira (4) seu projeto de concorrer ao cargo de senadora pelo Estado de São Paulo.
Silva enfatizou que suas pretensões eleitorais visam fortalecer o campo governista nacional e estadual. Em comunicado no X (antigo Twitter), ela pontuou: "Não há qualquer discussão sobre a suplência para o Senado. Deixei o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima colocando meu nome ao debate para disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo, por compreender a importância estratégica da reeleição do presidente Lula e pela eleição de Fernando Haddad ao governo de São Paulo".
A ex-ministra defendeu que sua presença na disputa eleva o patamar técnico da coalizão, descartando submeter-se a postos secundários. Segundo ela, "É um debate tranquilo e maduro, com o apoio da Federação REDE-PSOL, que entende que aportará grande contribuição política e programática em uma das vagas ao Senado na chapa. Esse debate sobre suplência não é condizente com o tamanho e a qualidade de nossa representação e contribuição".
Desde abril, a pré-candidata vem costurando sua viabilização para o Congresso Nacional, vinculando seu nome à manutenção da frente democrática sob o comando de Lula e Haddad. O suporte da Rede Sustentabilidade foi sacramentado pelo diretório estadual, dissipando boatos anteriores sobre uma eventual desfiliação da legenda.
O cenário atual, conforme levantamento recente da Genial/Quaest, aponta um equilíbrio acirrado no maior colégio eleitoral do país. Marina figura entre as favoritas, dividindo o protagonismo com Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).
A primeira etapa das eleições ocorrerá em 4 de outubro de 2026. Vale destacar que o exercício do voto é obrigatório para cidadãos de 18 a 70 anos. Além disso, o alistamento eleitoral já está disponível para adolescentes de 15 anos, embora a participação nas urnas seja restrita aos que tiverem 16 anos completos no dia de votação.