
O senador, Ciro Nogueira (PP), um dos pilares de sustentação do bloco conhecido como Centrão no Legislativo, tornou-se centro das atenções ao ser envolvido na 5ª etapa da Operação Compliance Zero. A ofensiva policial, ocorrida nesta quinta-feira (7), apura supostos esquemas de corrupção financeira associados ao Banco Master.
Nascido em Teresina (PI), o empresário de 57 anos carrega o legado político de seu pai, o antigo deputado, Ciro Nogueira Lima. Sua caminhada pública teve início na Câmara dos Deputados, evoluindo para o Senado em 2010, quando obteve o apoio de 695 mil eleitores. Atualmente, cumpre seu segundo mandato na Câmara Alta, com permanência garantida até o ano de 2027.
Comandante do Progressistas (PP) em nível federal, Nogueira consolidou-se como um exímio mediador político. Sua biografia é notória pela habilidade de transitar com desenvoltura por administrações de matizes variadas:
Atuou próximo às gestões petistas de Lula e Dilma;
Manteve influência no governo de Michel Temer;
Alçou o posto de ministro-chefe da Casa Civil sob Jair Bolsonaro (PL).
Sua nomeação para o primeiro escalão de Bolsonaro reafirmou a união formal entre o Executivo e o agrupamento fisiológico do Parlamento. Contudo, com a alternância de comando no país em 2023, o piauiense reposicionou-se, assumindo a linha de frente da resistência ao governo Lula no Senado.
A vida pública de Nogueira foi atravessada por diversas menções em investigações, incluindo desdobramentos da Operação Lava Jato e suspeitas sobre transferências oriundas de construtoras. Apesar do histórico de apurações, o parlamentar reiteradamente rejeitou qualquer conduta ilícita, e boa parte dessas frentes investigativas acabou sendo encerrada ou paralisada por determinações do STF recentemente.