Após virar réu, sobrinho de Dilma reage à ação movida por Nikolas Ferreira

Através de suas redes sociais, o vereador interpretou a movimentação judicial como uma manobra de silenciar sua atuação política

07/05/2026 às 13h14 Atualizada em 07/05/2026 às 13h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Pedro Rousseff e Nikolas Ferreira - Reprodução: Denis Dias/CMBH e Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Pedro Rousseff e Nikolas Ferreira - Reprodução: Denis Dias/CMBH e Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O legislativo de Belo Horizonte (MG) vive um novo capítulo de tensão após a Justiça Federal acolher a queixa-crime protocolada pelo deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG), contra o vereador, Pedro Rousseff (PT-MG). Com o recebimento da denúncia, o sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff assume oficialmente o papel de réu em um processo por difamação.

Através de suas redes sociais, o vereador interpretou a movimentação judicial como uma manobra de silenciar sua atuação política. “Mais uma vez, Nikolas Ferreira tenta cassar o nosso mandato e eu sou réu por conta de um processo que o ‘chupeta’ colocou contra mim por falar a verdade”, disparou Rousseff.

O petista aproveitou a ocasião para reiterar suspeitas sobre o destino de recursos federais enviados ao município mineiro de Nova Serrana durante o período em que o tio de Nikolas, Enéas Fernandes (PL), pleiteava a prefeitura local. Além disso, mencionou o episódio da detenção de um primo do congressista por suspeita de narcotráfico transnacional.

“Qual é a ligação de Nikolas com suas emendas enviadas ao seu tio? Qual é a sua ligação com seu primo, que foi preso por tráfico internacional de drogas?”, indagou Rousseff, finalizando com um tom de desafio: “Não adianta processar a gente, que o nosso trabalho não vai parar e está só começando”.

O Pivot do Conflito

O imbróglio jurídico deriva de uma gravação de junho de 2025. Na ocasião, o vereador questionou o repasse de aproximadamente R$ 1,5 milhão em verbas parlamentares para a cidade onde o tio de Ferreira concorria ao cargo de prefeito.

Para o Ministério Público Federal (MPF), a narrativa construída por Pedro Rousseff violou a honra do deputado ao insinuar, de forma velada, proximidade com condutas ilícitas, indo além do que se entende por debate político saudável. O Judiciário concordou que há robustez técnica para dar continuidade ao processo criminal.

O Posicionamento de Nikolas

Em comunicado, o deputado federal sustentou que o despacho judicial valida a tese de que houve ofensas infundadas. “Crítica política é legítima. Difamação não. Quem ultrapassa esse limite, responde por isso”, afirmou Ferreira, reforçando que as alegações contra ele foram feitas “sem provas”.

 

 
 
 
 
 
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