Mãe de Eliza Samudio celebra prisão de goleiro Bruno: “A Justiça existe”

O antigo camisa 1 do Flamengo foi localizado pela polícia durante a madrugada, no Rio de Janeiro, encerrando um período de buscas de dois meses

08/05/2026 às 14h03
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: g1
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Sônia Moura e Bruno Fernandes - Reprodução: Redes Sociais
Sônia Moura e Bruno Fernandes - Reprodução: Redes Sociais

Após a captura do ex-goleiro, Bruno Fernandes das Dores de Souza, que estava foragido desde o início de março, Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, rompeu o silêncio nesta sexta-feira (8). O antigo camisa 1 do Flamengo foi localizado pela polícia durante a madrugada, no Rio de Janeiro, encerrando um período de buscas de dois meses. A avó de Bruninho, fruto do relacionamento entre a modelo e o jogador, demonstrou alívio com o novo cárcere, pontuando que “a Justiça existe”.

Em declarações, Sônia ponderou que a situação atual é fruto das próprias escolhas do ex-atleta em ignorar os limites impostos pelo Judiciário. “Eu lamento porque ele não precisava estar passando por isso. Se tivesse cumprido todas as medidas, não precisaria viver esse momento. Eu deixo um recado às outras pessoas: não desistam da Justiça. Pode demorar, mas a Justiça existe”, afirmou em entrevista ao g1.

A prisão ocorreu em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos (RJ). O cerco policial se fechou porque Bruno viajou ao Acre em fevereiro para atuar pelo Vasco do Acre na Copa do Brasil, ignorando a proibição de se ausentar do Rio de Janeiro e falhando em se reapresentar às autoridades competentes.

“Agora é que a Justiça faça a sua parte. Eu continuo acreditando no Judiciário”, destacou a mãe de Eliza. Apesar do desfecho, Sônia reafirmou a dor eterna pela ausência de um funeral digno para a filha, assassinada há 16 anos. “A nova prisão não vai trazer o corpo da minha filha. O melhor seria se eu tivesse o corpo da minha filha. Minha filha foi descartada igual lixo”, desabafou. Ela ainda incentivou a sociedade a manter a vigilância: “Que as pessoas não desistam. Que continuem cobrando, buscando provas e ajudando a Justiça a construir processos fortes”.

Relembre o caso

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) cassou o benefício da condicional em 5 de março. O Ministério Público do Rio (MPRJ) sustentou que o condenado acumulou diversas faltas graves, como permanecer três anos sem informar seu domicílio, desrespeitar o toque de recolher, frequentar ambientes vedados, como o estádio do Maracanã em um jogo do Flamengo, e realizar deslocamentos interestaduais sem liberação judicial.

Bruno recebeu uma sentença de mais de 22 anos em 2013 pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver. Após migrar para o semiaberto em 2019, ele havia obtido o direito à liberdade condicional em janeiro de 2023, agora interrompido pelo descumprimento das normas de conduta.

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