
O postulante do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, reafirmou nesse último sábado (9) seu posicionamento favorável à extinção da reeleição para à Presidência, embora tenha pontuado que o ciclo de quatro anos de gestão é “muito pouco”. O parlamentar sinalizou que, em uma eventual vitória nas urnas, manterá o apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que veta a renovação consecutiva de mandatos presidenciais.
Após sugerir em um pronunciamento anterior que sua administração poderia se estender por oito anos, Flávio buscou retificar a declaração, enfatizando sua concordância com o fim do dispositivo da reeleição. “Eu não sei como vai ser o processo legislativo, se o Congresso vai acabar com a reeleição e manter em quatro anos, se o Congresso vai acabar com a reeleição e passar o mandato para cinco anos”, explicou aos jornalistas.
O candidato também abordou a recente ofensiva da Polícia Federal (PF) direcionada ao senador Ciro Nogueira (PI), que sofreu busca e apreensão. “Ele é acusado de crimes graves e que estão sendo apurados”, observou Flávio durante sua passagem por um encontro de pré-candidatos do Partido Liberal em solo catarinense.
Demonstrando confiança em sua bagagem institucional, o filho do ex-presidente afirmou dominar a dinâmica política da capital federal e prometeu rigor no controle fiscal. Ele citou o atual modelo administrativo de Santa Catarina como um exemplo a ser replicado nacionalmente em sua futura gestão.
“Eu sei jogar o jogo do poder em Brasília, eu conheço o Poder Legislativo, eu conheço o Poder Judiciário, eu sei onde é que tem que cortar a despesa, eu sei como é que a gente organiza esse país”, asseverou.
Ao projetar o futuro político, Flávio declarou que o legado de Jair Bolsonaro permanece ativo, profetizando que seu pai “subirá a rampa do Planalto” em 2027. Em contrapartida, previu um cenário de enfraquecimento drástico para o governo Lula, apostando que o Partido dos Trabalhadores (PT) cairá na “insignificância” já no próximo ano.
No campo da ordem pública, o candidato defendeu uma reforma constitucional para abreviar a maioridade penal. Além disso, propôs um endurecimento na tipificação jurídica de facções criminosas no país, sugerindo que passem a ser enquadradas como organizações terroristas.