Fernando Haddad em crítica à direita: “Não gosto de quem não paga imposto”

Haddad dirigiu críticas à direita ao exaltar o legado do Programa Universidade para Todos (Prouni). As declarações ocorreram durante o II Encontro Nacional de Prounistas e Bolsistas, sediado na Universidade Paulista (UNIP)

11/05/2026 às 10h37
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Fernando Haddad - Reprodução: Diogo Zacarias/MF
Fernando Haddad - Reprodução: Diogo Zacarias/MF

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad, dirigiu críticas à direita ao exaltar o legado do Programa Universidade para Todos (Prouni). As declarações ocorreram durante o II Encontro Nacional de Prounistas e Bolsistas, sediado na Universidade Paulista (UNIP), na capital.

Ao rememorar o princípio da iniciativa, Haddad sustentou que alas conservadoras se opuseram à viabilização do projeto por rejeitarem mecanismos de inserção popular na graduação.

“O pessoal da direita não queria o Prouni porque eles estavam no bem bom, sem pagar impostos. E vocês sabem que eu não gosto desse pessoal que não paga imposto desde criancinha”, disparou.

Visto como um dos arquitetos fundamentais do programa enquanto geria o Ministério da Educação nas gestões iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato reafirmou a eficácia das medidas educacionais do PT e contestou os ataques sofridos no período de fundação da proposta.

“Disseram que não íamos investir em universidades públicas por causa do Prouni, e foi feito o maior investimento da história. Disseram que não íamos investir em educação básica, aí criamos o Fundeb. A cada dúvida, a gente respondia com um programa”, asseverou.

Implementado em 2004, o Prouni garante subsídios em universidades particulares para alunos de perfil socioeconômico vulnerável, consolidando-se como um pilar de propaganda das administrações petistas.

No decorrer do encontro, Haddad também incentivou o engajamento do movimento estudantil, pontuando que a interferência da juventude na construção de diretrizes governamentais é vital para transformações profundas na nação.

“Quando a UNE vai no MEC, apresenta uma pauta de reivindicações, isso é muito importante. Não subestimem. Tem muita coisa errada ainda no Brasil, esse país só vai ser arrumado por vocês”, enfatizou.

O ex-ministro concluiu pontuando que, embora o território brasileiro detenha vasta capacidade de evolução, ainda esbarra na oposição de castas que, sob sua ótica, operam para barrar conquistas sociais e de ensino.

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