
O julgamento de Oruam teve início na noite desta segunda-feira (11), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, mesmo com o artista considerado foragido da Justiça. A audiência começou com cerca de duas horas de atraso e ocorre à revelia, já que o cantor não compareceu à sessão.
O rapper está sendo procurado desde fevereiro deste ano, quando a Justiça revogou um habeas corpus após o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente. Apesar da ausência do artista, o processo segue normalmente no tribunal.
Segundo informações divulgadas pelo telejornal RJ2, outros dois réus envolvidos no caso compareceram à audiência realizada nesta segunda-feira. A ação judicial investiga um episódio ocorrido em julho do ano passado, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes em uma residência localizada no bairro do Joá, na zona oeste da capital fluminense. O imóvel pertence ao cantor.
Na ocasião, agentes da Polícia Civil cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por suposta ligação com o tráfico de drogas. Conforme a acusação apresentada no processo, Oruam e outros jovens teriam atacado viaturas policiais com pedras durante a ação.
As investigações apontam que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte dos agentes que participavam da operação. Por causa disso, o artista responde por duas acusações de tentativa de homicídio contra policiais civis, além dos crimes de resistência, ameaça, desacato e dano qualificado.
A audiência prevê o depoimento de sete testemunhas. Até o momento, três pessoas já foram ouvidas, além de um policial civil que também prestou esclarecimentos durante a sessão. Paralelamente ao processo atual, Oruam, cujo nome de batismo é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, também é alvo de outro inquérito policial. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.