
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), foi um dos destaques na solenidade que oficializou Nunes Marques no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acompanhada de Celina Leão (PP), atual governadora do Distrito Federal, Michelle ocupou um assento de destaque na ala reservada às figuras de prestígio e cônjuges de magistrados, posicionando-se estrategicamente no mesmo setor que a atual primeira-dama, Janja.
A vinda de Michelle ao tribunal ocorreu por convite direto do novo mandatário da Corte. Ao lado de Celina Leão, que projeta sua candidatura ao Palácio do Buriti, a esposa de Jair Bolsonaro reforçou laços políticos, já que ambas articulam suas respectivas campanhas para 2026, com Michelle sendo cotada para o Senado.
Um detalhe que chamou a atenção foi a organização dos assentos. Michelle esteve acomodada a poucos metros de figuras ligadas a nomes do Judiciário que frequentemente divergem do bolsonarismo. Ela dividiu a fileira com:
Viviane Barci, advogada e companheira de Alexandre de Moraes;
Yara de Abreu Lewandowski, esposa do ex-ministro Henrique Lewandowski.
O evento marcou a ascensão de Nunes Marques à presidência do TSE, tendo André Mendonça como seu vice. Vale lembrar que ambos ascenderam ao Supremo Tribunal Federal por indicação de Bolsonaro.
Embora o ex-presidente tenha sido formalmente convidado por uma questão de praxe institucional, assim como outros cinco antigos chefes de Estado, incluindo Dilma Rousseff e José Sarney, foi Michelle quem representou o núcleo familiar e político do ex-mandatário na plateia de autoridades.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, também compareceu à cerimônia, ingressando no recinto junto à ministra Cármen Lúcia, que encerrou seu ciclo na chefia do tribunal nesta mesma data.