
O parlamentar e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), exigiu imparcialidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 e sustentou que ocorreu um "desequilíbrio" nas eleições de 2022. A declaração foi dada na noite de ontem (12), durante a solenidade que empossou o ministro Kássio Nunes Marques na chefia da Justiça Eleitoral.
Ao ingressar na cerimônia, o senador pontuou sua visão sobre o processo anterior:
"O povo brasileiro viu as eleições de 2022. Foi muito lamentável o próprio presidente do TSE desequilibrar a disputa presidencial. Eu espero neutralidade, nada além disso".
Durante o encontro com a imprensa, Flávio foi indagado se a nova gestão da Corte facilitaria uma tentativa de anular a inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Em sua declaração, o senador enfatizou que o foco principal é "reverter a farsa que foi montada contra" o antigo mandatário, mencionando o período de detenção de Bolsonaro relacionado aos eventos de 8 de janeiro.
"Aí, na sequência, a gente procura desfazer as outras injustiças que foram cometidas contra ele", finalizou o congressista.
A ascensão de Nunes Marques é emblemática por ser o primeiro magistrado nomeado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liderar o TSE em um ano de sucessão nacional. O ministro André Mendonça completará a cúpula do tribunal na função de vice-presidente.