Justiça impõe regras rígidas a MC Ryan SP após soltura por Habeas Corpus; veja as medidas cautelares

Investigado na Operação Narco Fluxo, funkeiro terá de cumprir medidas cautelares enquanto responde às acusações envolvendo apostas ilegais e lavagem de dinheiro

14/05/2026 às 08h44
Por: Rahabe Gabriela
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Justiça impõe regras rígidas a MC Ryan SP após soltura por Habeas Corpus; veja as medidas cautelares / Divulgação
Justiça impõe regras rígidas a MC Ryan SP após soltura por Habeas Corpus; veja as medidas cautelares / Divulgação

Após conseguir liberdade na Justiça, o cantor MC Ryan SP continuará submetido a uma série de medidas cautelares determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). O artista é um dos investigados na Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal.

Entre as exigências impostas pela Justiça, MC Ryan SP deverá:

  • Comparecer a todos os atos do processo
  • Informar qualquer mudança de endereço
  • Se apresentar mensalmente em juízo para comprovar suas atividades.
  • Não poderá deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial.
  • Proibido de sair do país sem autorização da Justiça
  • Entregar o passaporte, caso possua o documento

Operação Narco Fluxo investiga esquema bilionário

Deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano, a Operação Narco Fluxo investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais, rifas digitais e movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.

Na ocasião, a Justiça Federal autorizou a prisão preventiva de MC Ryan SP, de MC Poze do Rodo, do empresário Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, e de outros investigados ligados ao caso.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizaria empresas de fachada, “laranjas”, operações com criptoativos e transferências internacionais para esconder a origem dos valores investigados. As autoridades suspeitam que empresas do setor musical e de entretenimento teriam sido usadas para misturar receitas legais com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

No documento da investigação, MC Ryan SP é citado como suposto “beneficiário final” da estrutura financeira investigada pela PF.

As apurações também mencionam outros nomes apontados como integrantes da organização, entre eles Tiago de Oliveira, Alexandre Paula de Sousa Santos, Rodrigo de Paula Morgado e Henrique Alexandre Barros Viana.

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