
A declaração de Juliano Cazarré no programa "GloboNews Debate" segue repercutindo nas redes sociais. Após o ator afirmar ao vivo que mais homens são mortos por mulheres do que o contrário, a atriz Leandra Leal se manifestou publicamente criticando a fala e cobrando maior rigor jornalístico na checagem de informações.
Em um desabafo publicado nas redes, a atriz afirmou que é perigoso permitir que dados distorcidos sejam apresentados em programas televisivos sem correção imediata. “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade”, disse.
O jornalismo não pode permitir que sejam apresentados dados que não são reais. É muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet, ganhando uma roupagem de verdade.
Leandra Leal pede que jornalistas façam checagem de fatos após fake news de Juliano Cazarré de que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres". pic.twitter.com/nHuxBTmLAc
— POPTime (@poptime) May 14, 2026
Para rebater a declaração de Cazarré, Leandra Leal compartilhou uma análise baseada no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgada pela jornalista Carol Pires. Segundo os números apresentados, homens são responsáveis por 93% dos assassinatos de mulheres no Brasil.
Os dados também apontam que 3.230 mulheres foram mortas por homens, enquanto 1.780 homens morreram por ações de mulheres, considerando todas as motivações. A publicação ainda critica o que chamou de “truque estatístico” usado para comparar o total de homens mortos por mulheres com apenas os casos oficialmente registrados como feminicídio.
A repercussão ganhou ainda mais força porque a fala de Juliano Cazarré ocorreu durante um debate sobre violência no país. Na ocasião, a jornalista Julia Duailibi chegou a intervir ao vivo, afirmando que a violência “não mata democraticamente”. A psicanalista Vera Iaconelli e o consultor Ismael dos Anjos também demonstraram estranheza com os números citados pelo ator.