
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou na quarta-feira (13) que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) enfrenta o momento de maior instabilidade em território paulista desde o período de Luiz Antônio Fleury Filho, no início da década de 90. “Desde Fleury eu não vejo situação tão crítica quanto agora aqui no Estado de São Paulo. Está pior, na verdade”, pontuou.
O pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes descreveu o panorama atual como preocupante. “O que está acontecendo é grave. Na segurança pública, nas privatizações, na escola pública estadual, no que está acontecendo na saúde, é grave”, ressaltou o petista.
As observações foram feitas durante um debate organizado pelo coletivo Direitos Já! Fórum pela Democracia, sediado na Casa de Portugal, em São Paulo. O evento concentrou lideranças partidárias, representantes do setor produtivo, intelectuais e vozes da sociedade organizada para refletir sobre o fortalecimento democrático e os rumos da política nacional.
O ex-ministro sinalizou que está estruturando um plano de governo para o pleito de 2026. Embora tenha evitado detalhes, ele revelou a intenção de lançar um portal participativo para acolher colaborações dos cidadãos e formatar diretrizes para pilares como saneamento básico, proteção pública, ensino e crescimento financeiro. Para ele, a ausência de diálogo popular é uma das maiores lacunas do atual governador.
Ao relembrar a disputa de 2022, Haddad sugeriu que uma parcela dos votantes optou por Tarcísio por uma percepção de carisma, mas que esse sentimento teria dado lugar ao descontentamento. “Muita gente que, porventura, em 2022 achou simpático o rapaz, agora não está achando grande coisa”, alfinetou.
Por fim, o político revelou que ex-colaboradores de administrações do PSDB têm estabelecido pontes com seu núcleo político, demonstrando interesse em construir uma via oposta à atual gestão estadual para as próximas eleições.