Lula pede foco de Simone Tebet para disputa ao Senado por SP

Embora a ex-ministra tenha sido cogitada como uma alternativa para compor a chapa de Fernando Haddad (PT) na corrida pelo governo paulista, o foco mudou

15/05/2026 às 13h11
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Folha de São Paulo
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Simone Tebet e Presidente Lula - Reprodução: Maria Isabel Oliveira / O Globo
Simone Tebet e Presidente Lula - Reprodução: Maria Isabel Oliveira / O Globo

O mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a interlocutores sua intenção de preservar capital político, optando por consolidar os nomes de Simone Tebet (PSB-SP) e Marília Campos (PT-MG) na disputa por cadeiras no Senado.

Embora a ex-ministra tenha sido cogitada como uma alternativa para compor a chapa de Fernando Haddad (PT) na corrida pelo governo paulista, e a ex-prefeita de Contagem tenha surgido como possibilidade para o Executivo mineiro, o foco mudou. A estratégia do presidente ganhou força devido aos obstáculos enfrentados pelo Partido dos Trabalhadores para estruturar uma base sólida em Minas Gerais, especialmente após Rodrigo Pacheco (PSB-MG) declinar de sua participação.

A visão da cúpula petista é que ambas possuem envergadura política suficiente para garantir a vitória no Legislativo Federal. Nesse contexto, a diretriz enviada às esferas regionais da legenda é clara: se for preciso, deve-se priorizar o Senado em detrimento das candidaturas aos governos das unidades federativas.

Este movimento estratégico se baseia nos seguintes pontos:

  • Composição do Senado: Com a renovação de dois terços da Casa em jogo, existe um receio real de que grupos de direita ganhem terreno, especialmente aqueles que defendem a abertura de processos de impedimento contra magistrados do STF.

  • Alianças em Minas Gerais: Para o governo mineiro, figuras como Alexandre Kalil (PDT), Josué Gomes (PSB) e o ex-chefe do Ministério Público estadual, Jarbas Soares, despontam como alternativas apoiadas por alas do PT.

  • O Nó em São Paulo: No território paulista, a indefinição persiste sobre quem ocupará o posto de vice ao lado de Haddad. O objetivo é encontrar um nome capaz de atrair novos nichos de votantes e mitigar a resistência histórica à sigla.

Lula reforçou que o momento pede cautela estratégica, indicando que não deseja desperdiçar oportunidades de fortalecer a base parlamentar em um cenário de polarização. Por esse motivo, ele optou por manter as candidaturas de Tebet e Campos para o Senado, pois acredita que o PT não deve “queimar cartuchos” em disputas incertas onde as chances de êxito no Legislativo são consideravelmente mais robustas.

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