
A nova amostragem do Datafolha para a disputa presidencial funcionará como um termômetro crucial para medir as consequências políticas do escândalo que interliga o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, criador do Banco Master. A organização incluiu indagações exclusivas na sondagem para avaliar o nível de conhecimento do público sobre os diálogos vazados e como o ocorrido afeta a credibilidade do parlamentar perante a população.
Com início das coletas agendado para esta quarta-feira (20) e resultados previstos a partir de sexta-feira (22), o estudo colherá os depoimentos de 2.004 cidadãos de diversas regiões do território nacional.
A estrutura da sondagem foi desenhada sob o impacto dos áudios e textos que vieram a público recentemente. Nesses registros, o filho do ex-presidente cobra valores acordados com Vorcaro para viabilizar o projeto cinematográfico “Dark Horse”, obra focada na jornada política de Jair Bolsonaro (PL).
Dessa forma, os pesquisadores buscam quantificar não só a popularidade do escândalo, mas o potencial prejuízo político para o pré-candidato. Os cidadãos responderão se acompanharam os desdobramentos, se julgam a postura do congressista legítima ou reprovável ao pedir verbas com o investidor, e se enxergavam intimidade na ligação entre ambos.
A investigação avança ainda sobre a flutuação do prestígio de Flávio: os participantes indicarão se a segurança depositada no político cresceu, encolheu ou se manteve inalterada após os vazamentos.
Outro aspecto estratégico será avaliar se a crise afetou a sustentabilidade do projeto direitista. O Datafolha questionará se o senador deve insistir na corrida rumo ao Executivo ou ceder a vaga para uma alternativa do mesmo espectro ideológico. Na hipótese de o participante apoiar a troca, serão sugeridos nomes como Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
A grande surpresa desta amostragem é justamente a inserção da ex-primeira-dama nas simulações indutivas, substituindo diretamente Flávio em uma das configurações simuladas.
Além da ex-primeira-dama, as simulações de largada contarão com:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Romeu Zema
Ronaldo Caiado
Renan Santos (Missão)
Aldo Rebelo (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
O diagnóstico anterior do instituto, publicado no sábado passado (16), apontava uma disputa acirrada na liderança: o atual chefe do Executivo detinha 38% da preferência popular, enquanto o congressista do PL somava 35%. Em uma projeção de segundo turno, ambos alcançavam a igualdade matemática exata, registrando 45% cada um.
Nesta nova etapa, a instituição também testará embates diretos de Lula contra Caiado, contra Zema e contra Michelle Bolsonaro.
A pesquisa está oficialmente contabilizada junto à Justiça Eleitoral sob a identificação BR-07489/2026.