
Um novo levantamento estatístico realizado pela Genial/Quaest, publicado nesta segunda-feira (18), indica que uma fatia de 68% da população do país apoia a extinção do modelo de trabalho 6x1, rotina laboral na qual o trabalhador cumpre suas funções ao longo de seis dias seguidos para obter apenas vinte e quatro horas de descanso.
Em contrapartida, o índice dos que rejeitam a mudança constitucional é de 22%. Uma parcela de 7% preferiu não opinar ou não soube se posicionar, enquanto 3% dos entrevistados adotaram uma postura de neutralidade, afirmando não ser “nem a favor, nem contra” o projeto.
O monitoramento do tema pela sociedade também foi mapeado: 43% dos cidadãos afirmam estar sintonizados e observando com atenção os desdobramentos dessa pauta socioeconômica. Uma fatia de 29% relatou que “têm acompanhado pouco, só de ouvir falar”, ao passo que 27% admitiram total distanciamento dos debates. Apenas 1% não respondeu.
O engajamento com a proposta flutua de maneira nítida quando analisado sob o prisma das convicções partidárias e ideológicas dos entrevistados:
O bloco que demonstra o maior índice de adesão à pauta trabalhista pertence à “esquerda não Lulista”, somando expressivos 88% de opiniões positivas frente a uma rejeição de meros 7%. No espectro oposto, os identificados como “bolsonaristas” compõem o estrato com menor empolgação diante da reforma, exibindo um cenário de virtual empate técnico, com 44% a favor e 42% em oposição.
Já no segmento composto por cidadãos que se declaram “independentes”, o suporte à mudança alcança 70%, restando 16% de posicionamentos desfavoráveis.
A pesquisa de opinião recolheu depoimentos de 2.004 indivíduos com idade igual ou superior a 16 anos, em coleta realizada entre os dias 8 e 11 de maio. O erro amostral tolerado pela metodologia é de dois pontos percentuais, operando com patamar de fidedignidade de 95%. O estudo foi devidamente protocolado junto aos sistemas da Justiça Eleitoral com a identificação BR-03598/2026.