
Fernanda Lima está envolvida em uma disputa judicial após ser acionada por uma empresa de assessoria financeira que cobra na Justiça um valor superior a R$ 100 mil. O caso, ajuizado em março deste ano, envolve a Prada Assessoria, responsável, segundo o processo, pela gestão patrimonial e financeira da artista nos últimos anos.
De acordo com os documentos obtidos pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, a relação profissional entre Fernanda e a empresa teria começado em 2021. A assessoria afirma que o contrato foi encerrado pela apresentadora em 2025 sem justificativa formal e sustenta que, conforme previsto em cláusula contratual, ela deveria arcar com uma taxa referente aos chamados “serviços de offboarding”.
Segundo a empresa, o valor inicial girava em torno de R$ 102 mil, mas já teria sido atualizado para aproximadamente R$ 106 mil. Ainda conforme a ação, após ser cobrada, Fernanda Lima passou a questionar os serviços prestados pela assessoria. A Prada Assessoria afirma que a apresentadora alegou ter sofrido prejuízos em determinados investimentos realizados durante a parceria.
A empresa, porém, sustenta que todas as aplicações financeiras seguiram as diretrizes previstas em contrato e que os investimentos foram executados de forma regular, com prestação de contas adequada.
Apesar disso, a apresentadora teria permanecido insatisfeita. Segundo a assessoria, Fernanda acusou a companhia de realizar movimentações financeiras inadequadas, além de investimentos considerados de alto risco e sem autorização expressa.
A defesa da artista também questiona a própria cobrança feita pela empresa. De acordo com Fernanda Lima, a taxa referente aos serviços finais não estaria prevista de maneira clara no contrato e, por isso, seria indevida.
Na ação judicial, a Prada Assessoria pede que a apresentadora seja intimada para efetuar o pagamento do valor atualizado no prazo de três dias. Por outro lado, Fernanda Lima já apresentou sua versão à Justiça por meio de uma ação própria, chamada de “embargos à execução”, utilizada para contestar cobranças judiciais.
Na defesa, a apresentadora afirma que decidiu romper o contrato após identificar supostas falhas de transparência nos relatórios financeiros apresentados pela empresa. Segundo ela, uma nova consultoria contratada posteriormente teria identificado irregularidades em investimentos feitos durante a gestão da Prada.
Fernanda sustenta ainda que algumas aplicações possuíam riscos incompatíveis com seu perfil financeiro e teriam sido realizadas sem sua autorização. A famosa também afirma que os aportes ocorreram de maneira negligente. A artista pede que a cobrança seja suspensa até a análise completa das alegações apresentadas por sua defesa. Além disso, solicita à Justiça que não autorize bloqueios ou penhoras de seus bens enquanto o processo segue em andamento.