
O parlamentar Carlos Viana (PL-MG) manifestou forte descontentamento, no último domingo (17), em relação à postura adotada pelo comandante da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A insatisfação surgiu após Motta declarar que submeteria os requerimentos para a criação de uma CPI do Banco Master ao rito normativo da Casa, o que, na visão de Viana, funciona puramente como um “sinônimo de gaveta”.
Por meio de suas redes sociais, o senador mineiro disparou que o chefe da Câmara “já se entregou” ao sistema e direcionou uma cobrança pública ao líder do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), instando-o a “mostrar que ainda existe limite neste país”.
“Fica o desafio: Vossa Excelência também irá se curvar, ou vai mostrar que o Senado não se ajoelha?”, escreveu Carlos Vianna.
O congressista também não poupou as legendas alinhadas à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. “E a base governista? Silêncio. O PT, que nas redes clama por CPMI, se esconde na hora de colocar o nome no papel. Coragem de palanque, covardia de plenário”, criticou.

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A linha adotada por Hugo Motta sinaliza que qualquer investigação sobre a instituição financeira terá de aguardar a sua vez em uma lista de espera burocrática. Ainda no início do ano, em fevereiro, a presidência da Câmara já havia sinalizado que a solicitação envolvendo o grupo Master estaria condicionada à precedência temporal estabelecida pelas normas internas.
Naquele momento, argumentou-se que o parlamento acumulava diversas propostas de comissões de inquérito pendentes e relembrou-se a limitação legal que autoriza o funcionamento concomitante de apenas cinco colegiados desse tipo.