
A prisão de Deolane Bezerra segue gerando novos desdobramentos. Desta vez, uma ex-funcionária da influenciadora voltou a fazer acusações envolvendo a rotina dentro das residências da família. Em entrevista recente ao "Jornal da Record", a diarista Denise Bastos afirmou que encontrou grandes quantias de dinheiro em espécie espalhadas por diferentes cômodos das casas onde trabalhava.
Segundo o relato, os valores ficavam visíveis em diversos ambientes:
Tinha (dinheiro) espalhado pela casa. Montantes nas estantes, em cima das escrivaninhas, nos quartos, nas gavetas. A gente por ser empregada, a gente pensa que é teste, que está deixando ali para ver se não vai pegar, se não vai roubar.
Denise também voltou a negar qualquer envolvimento no desaparecimento de R$ 80 mil, caso que teria provocado um rompimento entre ela e a família da influenciadora. A ex-funcionária afirma que foi acusada injustamente e decidiu procurar a Justiça após o episódio.
Entre os materiais apresentados por ela está um suposto áudio atribuído a Deolane. Na gravação divulgada pela diarista, a influenciadora diz: “Vai lá onde você guardou, pega e traz na minha casa. Devolve e segue a sua vida, porque se não, você me aguarde”.
A ex-funcionária ainda afirmou que recebeu ameaças após negar o furto. Segundo seu relato, pessoas teriam sido enviadas até sua residência e mensagens atribuídas a um homem ligado ao crime organizado também teriam sido encaminhadas a ela. Denise atualmente move ações judiciais por imputação falsa de crime, calúnia e ameaça.
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Enquanto isso, a situação de Deolane continua complicada na Justiça. No último dia 24, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora. Na decisão, o magistrado afirmou não identificar ilegalidade evidente capaz de justificar a concessão de habeas corpus.
Presa desde 21 de maio durante a Operação Vérnix, Deolane é investigada por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao PCC. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, a estrutura empresarial e a projeção pública da influenciadora teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade a movimentações financeiras sob investigação.