
O fim de maio marcou o início da prisão de Deolane Bezerra, capturada em uma ação policial focada em desarticular uma suposta rede de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Nesse último domingo (21), completou-se exatos 30 dias desde que a criadora de conteúdo foi levada ao sistema prisional, cujos detalhes poderão ser revistos nessa matéria.
Segundo as teses levantadas pelos investigadores, a advogada manteria diálogos e transações com indivíduos monitorados por elos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), sob a suspeita de ceder suas contas para mascarar patrimônio da facção. Até mesmo o nome do principal chefe do grupo, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, emergiu nos autos como um suposto contato direto da famosa. Em contrapartida, o corpo jurídico de Deolane rebate veementemente o cenário, garantindo a total ausência de conexões com redes criminosas.
Assim que a detenção foi efetuada, o clã Bezerra utilizou os canais públicos para se posicionar. Por meio de nota oficial, os familiares afiançaram a inocência da famosa, apontando que o inquérito tenta vinculá-la de injustamente a atividades criminosas. Perante o magistrado na audiência de custódia, a influenciadora chorou ao mencionar seus herdeiros, sustentando que sua prisão ocorreu no pleno exercício de suas funções como advogada e que suas finanças são totalmente legais.
Mesmo com os apelos, o Poder Judiciário optou por converter o flagrante em prisão preventiva. O veredito gerou revolta nas redes sociais da família. Daniele Bezerra, irmã de Deolane, teceu duras críticas à estratégia da polícia e mencionou o impacto emocional do processo, sugerindo que o livre exercício da advocacia estava sob ameaça:
“Nós não vamos mais poder defender um cliente, que vamos ser confundidos com criminosos também? […] Talvez a próxima presa pedagógica seja eu”, disparou Daniele.
Instalada no presídio, Deolane redigiu uma carta aberta direcionada aos seus seguidores. Com tom irônico sobre o seu histórico com a polícia, ela iniciou o desabafo: “Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião”. No texto, ela endossou a narrativa familiar de que sofre uma caça às bruxas sistemática há meia década, relembrando episódios passados: “Até pela morte do Kevin eu fui acusada”, desabafou.
A detenta insistiu que as cifras que transitaram por suas contas correspondem estritamente a honorários advocatícios legítimos. “Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito. Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão”, argumentou na carta pública.
A nova realidade na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista exigiu que a famosa se enquadrasse rigidamente aos protocolos internos. Um dos fatos marcantes do início do cumprimento da pena foi a remoção de seu mega hair. A própria presa desfez o aplique capilar e o entregou para a guarda do presídio, cumprindo as normas de segurança locais, uma exigência classificada por sua irmã como de praxe no sistema.
Enquanto a influenciadora assimilava a reclusão, seus parentes fixaram base na vizinha Dracena, cruzando rotineiramente o trajeto de 20 quilômetros para vê-la. Os encontros ocorriam sob monitoramento, por meio de um vidro blindado no parlatório e comunicação via interfone. A presença das irmãs Bezerra na microrregião virou acontecimento, com moradores tietando e pedindo fotos nos comércios locais.
Contudo, o clima de calmaria deu lugar a denúncias graves semanas depois. Em depoimento à coluna de Lucas Pasin, do Metrópoles, Daniele Bezerra relatou que a irmã enfrentava condições insalubres, recebendo alimentação em utensílios severamente sujos, alegando inclusive a presença de fezes nos pratos. A integridade física de Deolane também estaria em risco devido a pragas na cela: “Ela já matou quatro escorpiões”, denunciou a irmã.
Em resposta imediata às acusações que ganharam a internet, a Polícia Penal de São Paulo rebateu o clã Bezerra. Por meio de nota, a instituição assegurou que a penitenciária cumpre rígidos padrões sanitários, de dedetização e de nutrição, entregando as refeições em perfeito estado. O órgão concluiu afirmando que a famosa recebe o mesmo tratamento dado às demais presas, sem qualquer registro interno que valide as queixas da família.