Renan Santos cita Deolane Bezerra ao defender endurecimento contra facções: “Pegou ela”

Candidato do Missão foi questionado sobre propostas inspiradas em Nayib Bukele e recorreu ao caso da influenciadora para defender atuação de autoridades em investigações criminais

27/08/2026 às 16h57 Atualizada em 27/08/2026 às 16h58
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Reprodução/TV Globo e redes sociais
Fotos: Reprodução/TV Globo e redes sociais

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, citou Deolane Bezerra durante a sabatina do Jornal Nacional, exibida na noite de quarta-feira (26) pela Globo . O nome da influenciadora apareceu quando o político era questionado por Renata Vasconcellos e César Tralli sobre propostas relacionadas à segurança pública e à política adotada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Renata perguntou como Renan pretende evitar arbitrariedades caso sejam adotadas medidas que possam restringir direitos de pessoas classificadas como “inimigas da nação”. A jornalista lembrou que Bukele foi criticado por prisões arbitrárias, suspensão de direitos e violações do devido processo legal.

O candidato afirmou que medidas relacionadas a integrantes de organizações criminosas já fazem parte do sistema brasileiro. Ao ser questionado sobre quem definiria um eventual “inimigo da nação”, Renan citou autoridades como polícias e Ministério Público e disse que o devido processo legal seria o mecanismo para impedir abusos.

Durante o confronto de ideias, Renan pediu exemplos concretos de casos de tortura e prisões arbitrárias relacionados ao governo salvadorenho. César Tralli voltou a mencionar a suspensão de direitos, enquanto o candidato insistiu que analisaria cada situação para dizer quais medidas adotaria.

Foi nesse momento que Renan trouxe Deolane para a discussão. “Renata, eu estou surpreso porque isso já acontece hoje. Hoje existem investigações que determinam que uma pessoa é membro de uma facção. Uma influencer chamada Deolane”, afirmou.

Na sequência, o candidato disse que a investigação teria apontado uma ligação da influenciadora com o PCC e usou o episódio como exemplo do que considera uma atuação já prevista no sistema brasileiro. “Descobriram que a Deolane não era apenas uma influenciadora, mas uma advogada ligada ao PCC. Ora, a investigação pegou ela e ela foi presa. Isso é o básico, isso já existe. Não é nenhuma novidade”, concluiu.

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