De olho nas eleições, Ronaldo Caiado afirma que a prioridade é tirar PT do poder

As ponderações foram manifestadas na segunda-feira (22), em Brasília, ao longo do painel “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, idealizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

23/06/2026 às 11h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Gabriel Pinheiro / CNI
Reprodução: Gabriel Pinheiro / CNI

O ex-governador goiano, Ronaldo Caiado (PSD), postulante ao Palácio do Planalto, comprometeu-se a remeter um pacote de reestruturações legislativas ao Parlamento se vencer às eleições. O político enfatizou que a missão primordial no horizonte eleitoral é remover a atual legenda governista do comando do país.

As ponderações foram manifestadas na segunda-feira (22), em Brasília, ao longo do painel “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, idealizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O fórum serve de palco para que potenciais concorrentes à Presidência exibam suas plataformas voltadas às áreas de finanças, logística, tecnologia e estabilidade regulatória.

Durante sua exposição e na coletiva subsequente, o representante do PSD teceu duras críticas à condução macroeconômica da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, advogou por ajustes no arcabouço de impostos e diagnosticou o cenário nacional como marcado pelo descontrole orçamentário e instabilidade de regras.

“A primeira [prioridade] será tirar o PT do poder. As pessoas costumam dizer que o Brasil tem um custo Brasil. Eu posso confirmar que tem um "custo PT"”, disparou. Diante da plateia corporativa, o presidenciável ressaltou o plano de enviar de imediato uma série de mudanças constitucionais e legais ao Legislativo assim que empossado.

Na sua visão, um chefe de Estado detém, de forma efetiva, uma janela de somente um ano e meio a dois anos para chancelar transformações de grande impacto. “Não encaminharei apenas uma reforma ao Brasil. Encaminharei todas”, asseverou.

O ex-gestor estadual pontuou ainda que o titular da Presidência deve abdicar de focar sua governabilidade em um novo mandato. Para ele, as escolhas governamentais demandam foco no futuro distante e no restabelecimento do fôlego financeiro para aportes estruturais no território nacional.

Na ótica do pré-candidato, o país desperdiçou momentos cruciais de avanço socioeconômico em decorrência da escassez de diretrizes de longo curso voltadas a ramos vitais da produção.

Críticas Institucionais e Visão Setorial

Ambiente de Negócios: Caiado responsabilizou a administração vigente pela degradação dos indicadores macroeconômicos, mencionando a coexistência de taxas de juros punitivas, derretimento da confiabilidade nas contas públicas e vulnerabilidade jurídica.

Desrespeito às Regras: Conforme sua análise, o governo atual descumpre as próprias metas fiscais e cria barreiras para o planejamento de longo prazo em ramos como manufatura, extração mineral e campo. “O Brasil vive uma desordem institucional e uma insegurança jurídica total”, sustentou.

Revisão Tributária: Indagado sobre as teses de outros concorrentes, ele sinalizou que pretende modificar trechos da reformulação tributária recém-aprovada para resguardar autônomos e o setor de serviços contra tributações sufocantes. “O profissional liberal e o prestador de serviço vão viver como?”, indagou.

Previdência: O pessedista defendeu o equilíbrio das contas previdenciárias diante do perfil demográfico mais idoso da população, sustentando a urgência de respostas realistas em detrimento de discursos ilusórios.

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