Flávio pede para participar de audiência sobre tarifaço dos EUA contra o Brasil

O primogênito de Jair Bolsonaro enviou a solicitação para marcar presença em uma sessão de audiência pública agendada para o dia 6 de julho

24/06/2026 às 09h51
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Callaghan O'Hare/Reuters
Reprodução: Callaghan O'Hare/Reuters

O parlamentar e postulante ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) formalizou um requerimento para integrar uma audiência nos Estados Unidos focada em debater a potencial aplicação de novas taxas alfandegárias sobre a atividade comercial brasileira. Na ocasião, o congressista assegurou que possui maior capacidade para resguardar o patrimônio nacional do que o atual mandatário, Lula.

O primogênito de Jair Bolsonaro enviou a solicitação para marcar presença em uma sessão de audiência pública agendada para o dia 6 de julho. O evento é coordenado pela agência do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), de acordo com registros oficiais analisados pela AFP.

A repartição norte-americana sugeriu, no começo desse mês, a instituição de um tributo unificado de 25% incidente sobre variados bens exportados pelo Brasil rumo ao mercado norte-americano, após a conclusão de uma auditoria acerca de condutas mercantis tidas como prejudiciais.

"Eu me inscrevi para participar dessa audiência pública nos Estados Undos e representar os interesses do nosso país", manifestou o congressista por meio de um vídeo veiculado em suas plataformas digitais.

A polêmica alfandegária converteu-se em ponto central da disputa partidária a aproximadamente noventa dias das eleições, momento em que o atual governante e o senador despontam como os principais concorrentes nas intenções de voto.

No decorrer do mês de maio, ambos os líderes políticos cumpriram agendas isoladas na sede do Executivo americano com Donald Trump.

Brevemente após o compromisso do congressista em Washington, a administração americana enquadrou como organizações terroristas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as principais facções criminosas brasileiras, e colocou em pauta um pacote adicional de sobretaxas. Tais deliberações sofreram severas objeções por parte do presidente Lula.

No ano de 2025, o governo americano já havia implementado taxas punitivas na casa dos 40% sobre mercadorias de origem nacional. O movimento ocorreu logo após Trump tachar de "caça às bruxas" a condenação jurídica de seu parceiro ideológico, Jair Bolsonaro, que se encontra em recolhimento domiciliar sob a acusação de arquitetar um golpe de Estado.

O líder petista resguardou a autonomia do Brasil perante tais sanções externas, postura que culminou na expansão de seus índices de aprovação popular.

Por outro lado, o filho do ex-presidente rotulou na terça-feira (23) a liderança do Executivo federal como "incompetente" e sustentou que o Palácio do Planalto instrumentaliza o embate aduaneiro com propósitos puramente de propaganda política.

Na petição encaminhada para assegurar sua fala no fórum americano, o congressista ressaltou que "se manifestará contra a medida proposta (pelos Estados Unidos) e a favor de uma solução construtiva e negociada", por avaliar que o encarecimento tributário geraria efeitos inversos aos pretendidos.

Paralelamente, outro filho do ex-mandatário, Eduardo Bolsonaro, recebeu uma condenação penal sem comparecer ao tribunal, estipulada em quatro anos de reclusão, em virtude de seus esforços para incentivar punições de Washington contra a nação brasileira desde sua mudança para a América do Norte no ciclo anterior.

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