Para Tebet, vice mulher em chapa de Flávio “não muda nada”; será?

Na visão da pessebista, o parlamentar reproduz o comportamento político do pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, e simboliza “retrocessos civilizatórios”

24/06/2026 às 10h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Poder360
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Reprodução: Lula Marques/Agência Brasil
Reprodução: Lula Marques/Agência Brasil

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento e postulante ao Senado Federal, Simone Tebet (PSB), declarou com exclusividade ao veículo Poder360, que a eventual indicação de uma figura feminina para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial não “muda nada”. Na visão da pessebista, o parlamentar reproduz o comportamento político do pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, e simboliza “retrocessos civilizatórios”.

“Estou comparando ao governo do pai dele, ao qual tive a oportunidade de fazer oposição no Senado Federal praticamente desde o início, por perceber o engodo que era. Ele elegeu-se e, ao sentar na cadeira, mostrou-se absolutamente alheio aos reais problemas do Brasil”, disse Tebet ao Poder360. “A meu ver, o filho, hoje pré-candidato, segue no mesmo caminho.”

O senador fluminense havia externado à CNN, no começo do mês de maio, sua predileção por um nome feminino para o posto de vice. Contudo, Tebet ponderou que de nada adianta formalizar uma mulher na composição majoritária se o arcabouço programático da candidatura for “vazio”.

Defesa da Paridade e Cenário em São Paulo

A política sul-mato-grossense sustenta de forma contundente a urgência de ampliar o protagonismo das mulheres nos espaços de poder no Brasil. Sob essa ótica, ela avalia como imprescindível a definição de uma companheira de chapa para Fernando Haddad na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Vale lembrar que o nome de Tebet e o de Marina Silva (Rede) figuram nas bolsas de apostas para a vaga de vice ou de senadora, ao lado do ex-governador Márcio França (PSB).

“Fico muito feliz que, na chapa do lado de cá, nós teremos 50%. Se pensarmos nas candidaturas majoritárias de governador, vice e duas vagas para o Senado, teremos metade de mulheres e metade de homens, seja nas pré-candidaturas ao Senado ou na vaga de vice”, afirmou Simone Tebet.

No atual ciclo político, a parlamentar migrou dos quadros do MDB para ingressar no PSB, um movimento articulado sob a influência do vice-presidente Geraldo Alckmin. Em função dessa mudança estratégica, ela disputará o pleito pelo eleitorado paulista, abdicando de concorrer em sua unidade federativa de origem, o Mato Grosso do Sul.

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