Quem ganha? Lula mantém vantagem com 42% contra 31% de Flávio Bolsonaro

A coleta de informações transcorreu entre os dias 18 e 20 de junho, mobilizando questionários via telefone com 2 mil votantes, selecionados de forma proporcional em todo o território nacional

24/06/2026 às 10h44
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Ca Aulucci/JOTA
Reprodução: Ca Aulucci/JOTA

A segunda etapa nacional do monitoramento conduzido pela Indexa Pesquisas neste período de pré-campanha posiciona o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no topo das intenções de voto para a eleição presidencial. No panorama principal de primeiro turno, o petista possui 42% da preferência do eleitorado, registrando um incremento de três pontos em relação aos dados coletados em maio. Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL) contabiliza 31%, oscilando positivamente um ponto frente ao relatório prévio.

Ao computar as flutuações estatísticas, o veredito das urnas simuladas estende de nove para onze pontos o distanciamento entre os dois principais protagonistas da disputa, consolidando a condição de dianteira do mandatário neste momento do processo sucessório. O relatório fornece mais uma constatação do enraizamento da divisão política entre o lulismo e o bolsonarismo, demonstrando a persistente dificuldade que as vias alternativas encontram para quebrar essa dualidade.

Desempenho das Demais Postulações

No pelotão dos concorrentes que tentam furar o bloqueio, o mandatário goiano Ronaldo Caiado (PSD) preserva seus 5% de apoio. O ex-governador Romeu Zema (Novo) pontua 3%, índice idêntico ao obtido por Renan Santos (Missão). Os demais presidenciáveis listados na sondagem não conseguiram romper o teto de 2%.

Ao confrontar os dados com o levantamento de maio, Caiado sofreu uma redução de dois pontos, recuando de 7% para 5%, enquanto Zema encolheu de 5% para 3%. No sentido inverso, Renan Santos figurou como o único integrante deste bloco a demonstrar crescimento, progredindo de 2% para 3%.

O mapeamento geográfico evidencia que os nomes situados fora do eixo central de polarização mantêm suas bases de apoio restritas a redutos geográficos bem delineados. O melhor patamar de Caiado localiza-se na região Centro-Oeste, onde retém 10%, ao passo que Zema atinge sua melhor marca, 5%, no Sudeste. Por outro lado, Renan Santos depara-se com um obstáculo severo: o desconhecimento por parte do público votante. De acordo com os dados apresentados, 32% dos cidadãos brasileiros relatam não possuir informações suficientes a seu respeito para formular um juízo de valor, indicador que salta para 41% entre o eleitorado sulista.

A coleta de informações transcorreu entre os dias 18 e 20 de junho, mobilizando questionários via telefone com 2 mil votantes, selecionados de forma proporcional em todo o território nacional. O índice de confiabilidade do estudo é de 95%, com uma margem de erro estimada em até 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O procedimento analítico está devidamente protocolado perante o Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-08944/2026.

Vantagem Expandida no Cenário de Segundo Turno

Na projeção de um eventual embate definitivo, Lula igualmente resguarda superioridade comparado ao levantamento anterior. Em uma simulação direta contra Flávio Bolsonaro, o líder petista soma 47% das intenções, frente a 40% obtidos pelo integrante do PL. Diante do cenário de maio, o presidente oscilou positivamente um ponto, enquanto o senador recuou na mesma proporção, alargando a diferença de cinco para sete pontos. Todas essas movimentações situam-se dentro da faixa de flutuação técnica da pesquisa.

Do ponto de vista regional, o atual mandatário conserva suas maiores vantagens na área Nordeste, onde atinge 57% do eleitorado, e na região Norte, com 52%. Já Flávio Bolsonaro obtém suas melhores respostas no Sul, com 47%, além de cravar 44% no Sudeste e 43% no Centro-Oeste.

Os resultados expõem também um forte vínculo entre o posicionamento ideológico e a opção de voto. No recorte dos entrevistados que se autodenominam bolsonaristas, 97% confirmam a escolha pelo senador. O parlamentar também dita o ritmo entre os eleitores de espectro conservador que não se consideram estritamente bolsonaristas, nicho no qual concentra 80% das intenções.

No polo oposto, o atual presidente unifica 99% das predileções dos cidadãos que se definem como lulistas ou filiados ao PT, alcançando 97% entre os indivíduos alinhados à esquerda que não se declaram lulistas. Tais indicadores ratificam o forte espírito de corpo dos dois agrupamentos majoritários e esclarecem por que as vias intermediárias enfrentam barreiras para expandir sua captação de votos.

Convicção do Eleitor e Preocupações Sociais

O estudo sinaliza que as decisões de voto encontram-se em estágio avançado de consolidação. Dois terços dos participantes asseguram que sua escolha é definitiva e descartam alterações até o dia da votação. No grupo de cidadãos que optaram por Lula no segundo turno do pleito de 2022, 72% declaram voto imutável. Entre os apoiadores de Jair Bolsonaro naquela oportunidade, a taxa de convicção alcança 66%.

Para além do panorama puramente político, o diagnóstico mensurou temas com relevância crescente na agenda pública nacional, abrangendo o PIX, as taxas alfandegárias anunciadas pelo mandatário americano Donald Trump e as políticas de segurança.

A sondagem aponta que a modalidade de pagamento eletrônico instantâneo continua inteiramente assimilada pela rotina dos cidadãos, gerando imediato engajamento da sociedade sempre que entram em pauta diretrizes sobre auditoria, regulação ou alterações operacionais. O relatório captou ainda divergências na interpretação do assunto sob a ótica de diferentes estratos socioeconômicos e ideológicos.

No segmento da defesa social, a amostragem constatou uma convergência generalizada em prol do endurecimento das medidas repressivas contra organizações delitivas. As estratégias de enfrentamento à criminalidade organizada figuram no topo das inquietações da população e tendem a centralizar o debate político ao longo dos próximos meses da campanha.

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