Alcolumbre defende Jaques e Senado entra como parte do caso Master; entenda

Alcolumbre afirmou que tais medidas estão “diminuindo a condição do mandato do senador”, que recentemente foi alvo de busca e apreensão determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça

01/07/2026 às 10h38
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado
Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado

O chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou na terça-feira (30/6) que o setor jurídico da instituição pretende solicitar participação no inquérito referente ao caso Master, visando salvaguardar o exercício parlamentar do antigo líder governista, Jaques Wagner (PT-BA). Demonstrando descontentamento com as recentes intervenções da magistratura, Alcolumbre afirmou que tais medidas estão “diminuindo a condição do mandato do senador”, que recentemente foi alvo de busca e apreensão determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

O parlamentar declarou: “A Advocacia do Senado está preparando todas as peças jurídicas para o Senado ingressar como parte dessa ação, solicitando ao Judiciário que possa restabelecer o bom e efetivo do mandato de Sua Excelência, o senador Jaques Wagner”.

Ao abordar a questão, o presidente do Senado mencionou que manteve um diálogo extenso com o petista na semana anterior, ocasião em que “restabeleceu a relação” entre ambos, distanciada desde 2025 devido ao processo de indicação de Jorge Messias à Suprema Corte. Alcolumbre reiterou que sua função primordial é a defesa das prerrogativas dos 81 senadores e expressou novamente críticas à exposição e ao julgamento realizados perante a opinião pública.

Contexto da Operação

Jaques Wagner renunciou à liderança do governo no Senado na sequência dos desdobramentos da operação Compliance Zero. No dia 18 de junho, a Polícia Federal confiscou quantias em moeda estrangeira , US$ 55 mil e 33,5 mil euros em espécie, em locais associados ao congressista na capital federal.

Em nota divulgada à época, o político justificou que o montante teria origem em verbas de diárias referentes a deslocamentos oficiais. Contudo, dados compilados pelo portal Metrópoles apontam que o valor retido excede em R$ 143 mil a soma total de diárias obtidas pelo senador ao longo de seu mandato. Desde a execução das buscas, a defesa de Wagner solicitou a invalidação da decisão proferida pelo ministro André Mendonça, argumentando a existência de vícios no procedimento.

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