
O Estado brasileiro desembolsou um valor superior a R$ 1 milhão à firma jurídica estadunidense Foley Hoag LLP. Os honorários são referentes à defesa em uma ação judicial impetrada pela Rumble e pela Trump Media contra o magistrado Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos
Conforme apuração da Revista Oeste, as despesas operacionais totalizaram US$ 205 mil até o momento. Desse montante, aproximadamente US$ 200 mil já foram liquidados, restando um saldo a ser quitado.
O caso teve início em fevereiro de 2025, quando as organizações recorreram ao Judiciário dos EUA devido a determinações confidenciais emanadas pelo referido ministro. Na visão das big techs, tais ordens "violam garantias previstas na Constituição do país". As empresas alegam que Moraes teria infringido a Primeira Emenda da Carta Magna ao ordenar a suspensão de perfis de indivíduos residentes no exterior. Adicionalmente, o magistrado teria requisitado informações sobre alvos de procedimentos investigatórios do STF, demanda não atendida pelas plataformas, o que culminou no "bloqueio dos serviços do Rumble no Brasil".
Recentemente, a banca Foley Hoag LLP obteve um êxito processual ao conquistar um veredito que "impediu, por ora, o julgamento de Moraes, nos EUA, à revelia".
O escritório foi selecionado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em 2019, contando com um vínculo contratual junto ao poder público avaliado em aproximadamente US$ 3 milhões para assistência até 2027. A AGU fundamentou sua intervenção no pleito argumentando que o processo não atinge apenas a pessoa do juiz do STF, mas a própria "República". Para o órgão, as resoluções objeto de questionamento ocorreram dentro das prerrogativas funcionais de Moraes como ministro do STF, não sendo passíveis de questionamento por cortes estrangeiras.