Pesquisa diz que jovens entre 16 e 24 anos são os mais infelizes no Brasil

Levantamento aponta que brasileiros entre 16 e 24 anos apresentam os piores índices de felicidade, satisfação com a vida e apoio emocional entre todas as faixas etárias

09/07/2026 às 14h15 Atualizada em 09/07/2026 às 14h19
Por: Mateus Pereira
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Foto: Pexels
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Os jovens brasileiros entre 16 e 24 anos são hoje o grupo mais infeliz do país. É o que aponta o levantamento Mapa da Felicidade Real dos Brasileiros, que revelou os piores indicadores de bem-estar justamente entre aqueles que, tradicionalmente, são associados à fase de maior energia e expectativa para o futuro.

Segundo a pesquisa, apenas 33% dos jovens afirmam estar muito satisfeitos com a própria vida. Entre as pessoas com mais de 25 anos, esse percentual chega a 47,9%. Quando questionados se estão satisfeitos com a vida que levam, somente 32,5% responderam positivamente, contra 50,5% das demais faixas etárias.

O estudo também mostrou que os mais jovens relatam possuir menos pessoas em quem confiar. Enquanto 79% afirmam contar com alguém em momentos difíceis, entre os adultos esse índice alcança 88,5%.

Outro dado que chamou atenção foi o nível de felicidade declarado pelos entrevistados. Entre os jovens, 81% disseram se considerar felizes, percentual inferior aos 90,8% registrados entre os brasileiros mais velhos. Já a preocupação frequente aparece em 27% dos participantes de 16 a 24 anos, enquanto entre os demais o índice é de 18%.

Realizada pela pesquisadora em Ciência da Felicidade Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia, a pesquisa ouviu 1,5 mil brasileiros de todas as regiões do país entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026.

O levantamento também identificou uma forte relação entre infelicidade, trabalho e redes sociais. Quase metade dos jovens, 46,7%, afirmou que o trabalho contribui para aumentar sua infelicidade, mais que o dobro do percentual observado entre as outras faixas etárias.

Nas redes sociais, os impactos também aparecem de forma significativa. Mais de 77% dos jovens disseram já ter comparado a própria vida com a de outras pessoas na internet, enquanto 71,1% afirmaram já ter ficado tristes após consumir esse tipo de conteúdo.

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