
A situação de Robinho sofreu mais um revés na Justiça. Segundo o g1, o ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o recurso apresentado pela defesa do ex-jogador para levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão que reconheceu a condenação imposta pela Justiça da Itália e autorizou o cumprimento da pena em território brasileiro.
Em abril de 2024, a Corte Especial do STJ decidiu que Robinho deveria começar imediatamente a cumprir a pena de nove anos de prisão pelo crime de estupro cometido em 2013. O ex-atleta foi preso no dia seguinte à determinação. Como a Constituição brasileira impede a extradição de brasileiros natos, a Itália solicitou que a sentença fosse executada no Brasil.
A defesa sustentava que o caso deveria ser analisado pelo STF sob o argumento de que haveria questões constitucionais envolvidas. Entre os pontos apresentados, os advogados afirmaram que o crime possui classificações diferentes nos dois países, já que na Itália é tratado como crime comum, enquanto no Brasil é considerado hediondo, defendendo que isso exigiria um novo cálculo da pena.
Ao analisar o pedido, Luis Felipe Salomão concluiu que os argumentos apresentados não se enquadram no tipo de recurso utilizado para provocar a análise do Supremo. Segundo o ministro, as alegações dizem respeito à interpretação da legislação comum, matéria que deve permanecer no âmbito do próprio STJ, sem necessidade de envio ao STF.