Susana Vieira critica versão de Odete Roitman interpretada por Débora Bloch: “Não imprimia medo”

Susana pontuou que o temperamento naturalmente discreto e severo de Beatriz Segall servia como alicerce para a rigidez da antagonista de 1988

30/07/2026 às 10h48
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Divulgação/Globo / Beatriz Damy/Globo
Reprodução: Divulgação/Globo / Beatriz Damy/Globo

No programa Conversa com Bial veiculado na última terça-feira (28), Susana Vieira estabeleceu um paralelo entre o desempenho de Odete Roitman na exibição original e na releitura de Vale Tudo. Na visão da veterana, a construção da vilã assumida por Débora Bloch na adaptação de 2025 não alcançou a mesma carga de imponência que Beatriz Segall imprimia na versão de 1988.

Susana pontuou que o temperamento naturalmente discreto e severo de Beatriz servia como alicerce para a rigidez da antagonista. Na análise da atriz, Débora necessitou lançar mão de expedientes diversos, imprimindo tom mais enérgico e ácido para conferir peso ao papel remodelado. A artista detalhou que a falecida intérprete ostentava um porte sisudo e reservado, traço corporificado de forma direta nas telas. Em contrapartida, embora a performance de Débora tenha sido enaltecida sob outros ângulos, resultou em uma figura menos amedrontadora e com maior traço de humanidade.

“A Beatriz já tinha uma postura de uma pessoa séria, distante, ela como pessoa, até um pouco antipática. Quando entrou a menina no ar – ‘menina’ é ótima porque pra mim essa criançada toda, eu já era velha – ela entrava mas não imprimia o medo que a Beatriz Segall dava. Realmente ela tinha que dar um pouco mais de cor para fazer as coisas”, opinou Susana.

A reformulação da mítica personagem no retorno à grade horária também gerou divisões entre os telespectadores. Em debates virtuais, parte do público ressaltou que a versão atualizada agregou contornos cômicos e expressou reações afetivas que eram mitigadas na atuação pioneira.

Ainda durante o bate-papo com Pedro Bial, Susana reviveu memórias do convívio com Beatriz Segall. Ao defini-la como uma colega intrincada e reservada, acabou sendo delicadamente contestada por Lília Cabral, que trouxe à tona recordações de afeto com a artista. Lília, intérprete da marcante Aldeíde Candeias no elenco de 1988, descreveu a veterana como uma figura erudita, amável e calorosa na rotina de gravações.

Ela ponderou, contudo, que a saudosa atriz passava por uma transformação radical no momento da ação, vestindo com rigor a casca dura exigida por Odete. Diante do depoimento da amiga, Susana externou um leve embaraço e gracejou dizendo que seu convívio com a veterana devia ter sido singular. Conduzindo o momento com leveza, o apresentador emendou em tom descontraído que talvez esse distanciamento fosse algo restrito à dinâmica entre as duas.

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