Marina lamenta mortes após ventania em SP e dispara contra Tarcísio: “Não dá para privatizar o céu”

Candidata ao Senado se solidarizou com as famílias das vítimas, citou os impactos dos eventos climáticos extremos e responsabilizou a gestão estadual; entenda

30/07/2026 às 20h40 Atualizada em 30/07/2026 às 20h41
Por: Mateus Pereira
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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Marina Silva se pronunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (31) sobre as fortes ventanias que atingiram o estado de São Paulo e deixaram três mortos. A candidata ao Senado lamentou as vítimas da tragédia e aproveitou a publicação para fazer duras críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas.

"Quero expressar minha solidariedade às pessoas atingidas pelas fortes rajadas de vento na tarde de ontem em São Paulo, onde, infelizmente, três pessoas perderam a vida", escreveu.

As mortes foram registradas em Santos, Cesário Lange, onde duas pessoas foram atingidas pela queda de árvores, e em São Sebastião, após o naufrágio de uma embarcação no canal que liga o município a Ilhabela.

Na sequência, Marina destacou que as rajadas de vento ultrapassaram 124 km/h e afirmou que eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes, especialmente diante das previsões relacionadas ao fenômeno El Niño.

"Não faltaram tempo e oportunidade para preparar o estado com ações de adaptação, redução de riscos e planejamento. O que assusta é a negligência diante de alertas de especialistas de que deveremos passar por um super El Niño. A falta de projeto sólido de adequação aos novos desafios por parte do governo do estado deixa as pessoas de São Paulo, principalmente aquelas que moram em áreas de risco, cada dia mais vulneráveis", declarou.

A candidata também criticou a redução de investimentos em obras voltadas ao enfrentamento de eventos climáticos e mencionou os problemas no fornecimento de energia elétrica registrados após a ventania.

"Não dá para privatizar o céu, o vento e a segurança das pessoas. Não é cortando 52% dos investimentos em ações de implantação de sistemas de drenagem e combate a enchentes como fez o governador de São Paulo que nos preparamos para os dias críticos como o de ontem. Por falar em privatizar, mais uma vez, milhares de pessoas ficaram sem energia em São Paulo. Foram 70 mil. É obrigação do governador garantir políticas públicas de mitigação e resiliência climáticas em São Paulo", afirmou.

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