
Diante da recusa do Progressistas em firmar aliança com o Partido Liberal para emplacar a senadora Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro, lideranças do setor produtivo rural passaram a articular uma alternativa estratégica. A proposta apresentada a ambos os políticos consiste em inverter os papéis na chapa, colocando a parlamentar como candidata à presidência e o filho de Jair Bolsonaro na posição de vice. As informações são da coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.
A argumentação do agronegócio apoia-se em dois argumentos centrais. O primeiro defende que uma chapa encabeçada por Tereza geraria maior receptividade no interior da federação União Progressistas, atual opositora ao apoio a Flávio. O segundo sustenta que, por possuir um perfil com menor ligação à extrema direita, a senadora apresentaria maior potencial competitivo para vencer o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno.
Segundo expoentes do setor, Tereza Cristina apreciou a proposta e afirmou “estar pronta” para o desafio. Em contrapartida, Flávio adotou a postura previsível de recusar qualquer possibilidade de abdicar de sua cabeça de chapa.
Na última quarta-feira (29/7), Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina debateram a formação de uma chapa que traria a senadora como vice.
Por meio de nota oficial, ela confirmou a reunião, ponderando contudo que um pacto dessa natureza ficaria condicionado aos entendimentos partidários entre PL e PP.
Na sexta-feira (31/7), o PP formalizou a recusa em prestar apoio oficial à candidatura de Flávio.
A cúpula partidária emitiu um comunicado declarando que, após escutar suas bases regionais, a decisão foi optar pela neutralidade no pleito presidencial.