Alckmin dobra aposta sobre tarifaço dos EUA e faz promessa em meio à crise: “Não sairemos da mesa de negociação”

Vice-presidente afirmou que o governo continuará negociando com os EUA para reduzir os impactos das novas tarifas

03/08/2026 às 14h41 Atualizada em 03/08/2026 às 14h42
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Imagens: fotospublicas.com
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo federal seguirá negociando com os Estados Unidos para tentar reduzir os impactos do tarifaço imposto sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita nesta segunda-feira (3), durante participação no painel Itatiaia Eloos, realizado em Belo Horizonte.

Segundo Alckmin, o momento exige cautela, mas o Brasil não pretende interromper as tratativas diplomáticas com o governo norte-americano.

“O governo não vai sair da mesa de negociação. […] São momentos difíceis, mas isso passa”, declarou.

O vice-presidente ressaltou que aproximadamente 75% dos produtos exportados por Minas Gerais ficaram fora das novas tarifas. Ainda assim, afirmou que o foco do governo é reverter a cobrança sobre os itens que foram atingidos.

“O empenho é para mudar isso. O governo não vai sair da mesa de negociação. Não tem o menor sentido cobrar 25% se, quando um produto americano entra no Brasil, ele paga 3% de imposto de importação”, afirmou.

Durante o evento, Alckmin também destacou que os Estados Unidos registram superávit na balança comercial com o Brasil, argumento que, segundo ele, fortalece a busca por um entendimento entre os dois países.

“Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil. Entre os países do G20, são poucos os casos em que isso acontece. Então é trabalhar para resolver e tirar o máximo possível dessa grande tarifa”, disse.

Além das negociações com Washington, o vice-presidente afirmou que o governo pretende ampliar a presença dos produtos brasileiros em outros mercados internacionais para reduzir a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos.

“Do outro lado é abrir mercado, diversificar mercado, conquistar novos mercados. Nós vamos voltar a vender carne para a Coreia do Sul. Em agosto deve chegar a missão para a questão sanitária. Na Europa também estamos trabalhando firmemente para resolver a questão da carne bovina”, concluiu.

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