
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo federal seguirá negociando com os Estados Unidos para tentar reduzir os impactos do tarifaço imposto sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita nesta segunda-feira (3), durante participação no painel Itatiaia Eloos, realizado em Belo Horizonte.
Segundo Alckmin, o momento exige cautela, mas o Brasil não pretende interromper as tratativas diplomáticas com o governo norte-americano.
“O governo não vai sair da mesa de negociação. […] São momentos difíceis, mas isso passa”, declarou.
O vice-presidente ressaltou que aproximadamente 75% dos produtos exportados por Minas Gerais ficaram fora das novas tarifas. Ainda assim, afirmou que o foco do governo é reverter a cobrança sobre os itens que foram atingidos.
“O empenho é para mudar isso. O governo não vai sair da mesa de negociação. Não tem o menor sentido cobrar 25% se, quando um produto americano entra no Brasil, ele paga 3% de imposto de importação”, afirmou.
Durante o evento, Alckmin também destacou que os Estados Unidos registram superávit na balança comercial com o Brasil, argumento que, segundo ele, fortalece a busca por um entendimento entre os dois países.
“Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil. Entre os países do G20, são poucos os casos em que isso acontece. Então é trabalhar para resolver e tirar o máximo possível dessa grande tarifa”, disse.
Além das negociações com Washington, o vice-presidente afirmou que o governo pretende ampliar a presença dos produtos brasileiros em outros mercados internacionais para reduzir a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos.
“Do outro lado é abrir mercado, diversificar mercado, conquistar novos mercados. Nós vamos voltar a vender carne para a Coreia do Sul. Em agosto deve chegar a missão para a questão sanitária. Na Europa também estamos trabalhando firmemente para resolver a questão da carne bovina”, concluiu.