
Faltando poucos dias para a quarta-feira (5), data-limite dos encontros partidários, Flávio tem até o momento para cravar seu parceiro de chapa. Nos bastidores recentes, aliados ventilam a hipótese de uma composição “puro-sangue”, sem alianças com siglas externas, o que restringe a definição estritamente aos quadros do próprio PL. As informações são do UOL.
A montagem da chapa tornou-se um obstáculo primordial neste começo de jornada eleitoral, somando-se ao esforço contínuo de captar o apoio do Centrão. Ao longo de meses, o postulante tentou ofertar a cadeira de vice visando expandir o tempo de rádio e TV e encorpar o financiamento de campanha, mas as negociações externas continuam sem desfecho.
Uma facção da legenda aposta em Rogério Marinho (PL-RN) por considerá-lo um aliado leal ao clã Bolsonaro. Partidários apontam que ele transita bem com o setor empresarial e o mercado financeiro paulista, além de agregar votos na região nordestina e somar bagagem nos Poderes Legislativo e Executivo.
Já a vereadora fortalezense, Priscila Costa (PL), surge como cotada para fortalecer o apoio junto ao público feminino, ao eleitorado evangélico e aos nordestinos. Apontada como o estopim do atrito entre Flávio e Michelle Bolsonaro devido a uma gravação publicada em 24 de junho, a escolha dela é enxergada por aliados como uma possível ponte de reconciliação.
Ex-comandante da Caixa, Daniella Marques, é apontada por partidários como a preferida de Flávio para a vaga. Filiada ao Republicanos, ela só reuniria condições de concorrer caso sua legenda formalize federação ou coligação com o PL, cenário que permanece sem confirmação até o momento.
O senador, Marcos Pontes (PL-SP), também figura na lista de postulantes. Integrantes do grupo político argumentam que ele possui uma boa base na comunidade científica e capacidade de diálogo internacional.
Por fim, a parlamentar catarinense, Júlia Zanatta (SC), é empurrada por Eduardo Bolsonaro para o posto, figurando no rol de alternativas discutidas internamente para uma chapa inteiramente alinhada ao partido.
A estratégia embrionária de Flávio consistia em fisgar o Centrão para a viceira, garantindo robustez estrutural à campanha. Diante do impasse nas tratativas externas, o PL passou a debater internamente uma alternativa caseira, o que fomenta disputas entre facções internas.
Além das articulações partidárias, a seleção do nome funciona como estratégia para alavancar índices de rejeição ou apatia em determinados nichos sociais. Um levantamento do Datafolha indica resistências contínuas de Flávio perante o eleitorado feminino, público para o qual a cúpula partidária enxerga Michelle como figura central, embora ela não tenha exibido vídeos ou manifestado endosso público na fase de pré-campanha.