
Em uma declaração contundente gravada em suas redes sociais, o deputado federal Delegado Palumbo expressou profunda revolta diante do trágico caso em que o filho de um policial civil, de apenas 10 anos, foi baleado e morto durante um confronto na Freguesia do Ó, em São Paulo.
O parlamentar iniciou seu pronunciamento convidando o público a se colocar no lugar da família atingida, lembrando que a vítima estava em um momento de lazer com o pai. Palumbo relacionou a dor do agente à sua própria experiência pessoal:
“Imagine uma criança de 10 anos dando uma voltinha com o pai de moto num domingo. O pai, policial civil, poderia ser eu com o meu filho de 13 anos”, declarou
Ao abordar a gravidade da violência cometida contra o menor, o deputado rejeitou veementemente a ideia de tratar a tragédia como apenas mais uma estatística. Ele reforçou o impacto devastador do crime sobre a estrutura familiar e direcionou críticas diretas à classe política e às leis penais vigentes no país.
Segundo Palumbo, parcelas do Legislativo em Brasília favorecem a manutenção de benefícios a criminosos, mencionando pautas como:
A progressão de regime e a concessão de saídas temporárias ("saidinhas");
A manutenção do auxílio-reclusão e outros benefícios assistenciais a detentos;
A flexibilização das punições e a defesa de garantias para reincidentes.
Durante o desabafo, o deputado pediu reflexão aos eleitores sobre o perfil dos representantes escolhidos para o Congresso Nacional e convocou a sociedade a cobrar medidas concretas dos gestores públicos.
Além da revisão das leis penais, Palumbo enfatizou a necessidade urgente de investimentos nas forças de segurança, apontando gargalos que afetam o trabalho policial inclusive no estado de São Paulo, tais como:
Déficit de policiamento nas ruas para prevenção de crimes;
Falta de recursos e estrutura para investigações céleres;
Necessidade de valorização e suporte às corporações policiais.
O parlamentar finalizou reiterando a dor insuportável enfrentada pelos pais e familiares da vítima, afirmando que a impunidade e a falta de investimentos na segurança pública não podem ser toleradas pela sociedade.