Sari Corte, condenada pela morte do menino Miguel, processa Luana Piovani e pede R$50 mil de indenização

Segundo o que diz o processo, Sari alega que Luana feriu sua honra e dignidade

20/01/2025 às 15h38
Por: Karine - Redação
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Reprodução/Instagram
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Sari Corte Real, condenada pela morte de Miguel de Souza, de cinco anos, no ano de 2020, está processando a atriz Luana Piovani e pedindo R$50 mil de indenização.

O processo é devido por um acontecimento de setembro de 2024. Na época, o STJ suspendeu uma ação trabalhista proposta por Mirtes Renata, mãe de Miguel, contra Sari.

Conhecida por não ter papas na língua, Luana então se posicionou sobre a decisão. Em vídeo publicado em seu Instagram, ela disse: "Até quando essa mulher [Mirtes, a mãe de Miguel] vai ficar aqui falando que o filho dela foi assassinado por uma branca, privilegiada, rica, que o marido é um corrupto, que era prefeito de uma cidade onde nem mora e ela [Sari] agora tentando cursar medicina", revoltou-se Luana.

O processo descreve que as publicações da atriz continham termos depreciativos. "A exemplo de que a autora teria assassinado Miguel e ainda era 'rica' e 'privilegiada', além de afirmar que a situação envolvendo o episódio de Miguel deveria ser definida e a autora ser presa", diz trecho do processo

Segundo informações do portal Uol, a ação ainda diz que as declarações de Piovani violaram a "honra e dignidade de Sari". A ação foi ajuizada no Tribunal de Justiça de Pernambuco em novembro de 2024. A equipe jurídica de Piovani já está tratando o caso.

Relembre o caso de Miguel

Em 2 de junho de 2020, a empregada doméstica Mirtes Renata saiu para passear com o cachorro de sua patroa Sari Corte Real. Na época, o mundo passava pelo isolamento da pandemia do Covid-19 e Mirtes, sem ter com quem deixar seu filho Miguel, de apenas cinco anos, o levou para o trabalho.

Naquele dia, quando Mirtes saiu, ela precisou deixar Miguel no apartamento aos cuidados de Sari. O menino então começou a chorar e chamar pela mãe, até que em certo momento, entrou no elevador do prédio. Sari começou a confrontá-lo pedindo para que ele retornasse ao apartamento, mas a criança se negou. Ela então, em um ato impulsivo, mandou o elevador para um andar superior com Miguel dentro e sozinho.

Assim a que desembarcou no 9º andar, o menino saiu do elevador e acessou uma área destinada ao sistema de ar condicionado. Ele acabou caindo de uma altura de 35 metros, morrendo na hora.

Sari foi condenada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele cumpre pena de oito anos e seis meses de reclusão em regime fechado. Contudo,  apesar da condenação, Sari seguiu em liberdade.

 

 

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