Polícia pede uso de carros de luxo apreendidos de Deolane à Justiça

A apreensão dos carros ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, ação policial que resultou na detenção da advogada e influenciadora

18/08/2026 às 13h34
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Portal Leo Dias
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Reprodução: Redes Sociais
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A Justiça de São Paulo analisa uma solicitação para a alienação de quatro automóveis de luxo recolhidos com Deolane Bezerra, além da incorporação de outros dois à frota da Polícia Civil para utilização em investigações. A apreensão dos carros ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, ação policial que resultou na detenção da advogada e influenciadora.

De acordo com apuração veiculada pelo portal Leo Dias, a requisição partiu do Serviço de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo, fundamentada nas diretrizes da Lei Federal nº 9.613/1998 e em normas regionais que regem a destinação de bens confiscados em procedimentos criminais. Até o instante, o magistrado responsável não apreciou tampouco deliberou sobre o requerimento, de modo que os automóveis permanecem custodiados pela Polícia Civil.

As razões para a eventual alienação das máquinas de Deolane

A justificativa para a liquidação prévia baseia-se na depreciação financeira e nos gastos operacionais inerentes ao armazenamento prolongado dos itens recolhidos. Com respaldo no Decreto estadual nº 68.926, de 26 de setembro de 2024, bens sob custódia estatal podem ser repassados ou comercializados com autorização judicial em situações específicas.

Quanto ao acervo da criadora de conteúdo, argumenta-se que veículos de luxo sofrem desvalorização acentuada ao ficarem inativos, gerando ainda encargos com depósito e manutenção.

“Ainda que armazenados em locais apropriados, permanecem sujeitos ao desgaste natural decorrente da ação do tempo, à deterioração de componentes mecânicos, à perda da vida útil de baterias, pneus e sistemas eletrônicos, bem como à constante redução de seu valor de mercado em razão da acelerada renovação tecnológica do setor automobilístico. Além da depreciação natural, a manutenção prolongada desses bens impõe elevados custos ao Poder Público relacionados à guarda, vigilância, remoção, transporte, conservação e administração, despesas que frequentemente consomem parcela significativa do patrimônio que se busca preservar”, aponta o trecho do documento.

O parecer pondera o risco de perda cambial ao longo da tramitação processual, o que afetaria o ressarcimento à investigada em caso de futura devolução.

Possibilidade de leilão para quatro utilitários

Do total de seis automóveis listados no pedido, quatro têm como objetivo a venda direta ao público. Suas cotações variam de acordo com ano de fabricação, versão e especificações técnicas.

A lista inclui um utilitário esportivo Mercedes-Benz AMG G63 4M, avaliado em uma faixa estimada entre R$ 1,5 milhão e R$ 3,5 milhões.

Outro modelo cotado é um Cadillac Escalade, com preço previsto entre R$ 1,45 milhão e R$ 2,4 milhões, a depender das configurações de blindagem e ano. O lote engloba também um Volkswagen Tiguan Allspace R-Line, oscilando de R$ 140 mil a R$ 299.990, além de um Land Rover Range Rover P530 AB, precificado entre R$ 992 mil e R$ 1,29 milhão.

Frota policial pode receber dois veículos

Em relação aos dois automóveis restantes, a proposta não prevê arrematação comercial, mas sim o repasse para a Polícia Civil do Estado de São Paulo. A intenção é destiná-los a serviços de inteligência, patrulhamento com viaturas veladas e operações de campo.

Nesse grupo figura uma picape Volkswagen Amarok V6 Extreme, estimada em valores de R$ 140 mil a R$ 399.890.

O outro exemplar é um Jeep Commander Limited T, cujas cifras variam entre R$ 150 mil e R$ 255.690, segundo o ano e o pacote de acessórios.

Cenário em caso de absolvição da influenciadora

A representação jurídica considerou os possíveis cenários ao término do processo judicial. Caso ocorra a absolvição de Deolane com a consequente restituição do patrimônio, a permanência prolongada dos carros sob custódia representaria uma perda considerável do seu valor original de mercado.

Por outro lado, se a Justiça decretar o perdimento definitivo dos bens e a venda ocorrer apenas ao final do processo, os cofres públicos também seriam prejudicados pela desvalorização acumulada do acervo.

Neste momento, nenhuma das viaturas ou utilitários foi objeto de leilão ou incorporação formal. Os pleitos aguardam o posicionamento oficial do Judiciário paulista, e a frota continua retida nas dependências da Polícia Civil enquanto a ação prossegue.

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