
As pesquisas internas, chamadas de trackings, efetuadas pelas equipes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentam diagnósticos divergentes em relação ao pleito do Palácio do Planalto. Enquanto a avaliação interna petista indica uma vantagem entre cinco e sete pontos para Lula, os dados levantados pela ala do parlamentar registram um cenário de igualdade numérica.
Na apuração de rotina do grupo de Flávio realizada em meados de agosto, o atual chefe do Executivo atingiu 44,5% da preferência, ante 44% do filho do ex-presidente. Em contrapartida, levantamento paralelo encomendado por aliados governistas apontou Lula com perto de 48% das intenções no segundo turno, enquanto o representante do PL apareceu com aproximadamente 43%.
Essas oscilações internas refletem interpretações distintas dos comitês sobre o comportamento do eleitorado. Vale notar que levantamentos dessa natureza não possuem publicação oficial por não estarem submetidos aos padrões formais de amostragem, metodologia e frequência das pesquisas registradas.
Resultados divulgados por institutos
Nas aferições públicas mais recentes, nota-se uma disputa acirrada entre os postulantes na etapa decisiva:
BTG/Nexus: O levantamento indicou Lula com 47% das intenções e Flávio Bolsonaro com 44%, o que representa situação de empate técnico dentro da margem de erro estimada em dois pontos percentuais.
Quaest: A pesquisa apontou o atual mandatário à frente com 43%, contra 40% do senador no segundo turno, assinalando uma diferença que vem registrando redução gradual.