
Presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e pré-candidato a vice na chapa de Pablo Marçal, Leonardo Avalanche tornou-se réu na Justiça de São Paulo. A denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) abrange acusações de associação criminosa, manipulação de dados públicos, ameaças e violência política contra a mulher, além de inquéritos abertos na Polícia Federal.
O histórico do caso envolve disputas internas pelo comando da sigla, coação de opositores e esquemas ilegais para garantia do poder partidário:
Fraude Eleitoral Interina: Para assumir o diretório em fevereiro de 2024, Avalanche teria orquestrado a falsificação de documentos de identidade para que laranjas se passassem por fundadores do partido durante a votação em Brasília.
Coação e "Tribunal do Crime": A ex-presidente da sigla, Rachel de Carvalho, relatou ter sofrido repetidas intimidações. Em uma ocasião, relatou ter sido levada a um tribunal paralelo com integrantes do PCC e ouviu que "poderia ir visitar o cemitério muitas vezes" caso não assinasse digitalmente a renúncia do cargo.
Ameaças de Morte: De acordo com o MPE, Avalanche alertou Rachel de que, se recebesse um recado dizendo "pega tua vara e vai pescar", deveria se despedir dos familiares por ser um aviso de execução. Duas testemunhas confirmaram o relato à Polícia.
Transferências Fraudulentas de Filiados: Para anular a oposição na convenção seguinte, 77 filiados do PRTB foram transferidos ilegalmente para outra legenda sem consentimento, impedindo a votação interna.
Medidas Cautelares e Proteção: Atualmente, Avalanche está proibido de se aproximar a menos de 500 metros das vítimas. Uma testemunha-chave do caso está sob custódia da Polícia Federal.
À época das primeiras revelações na campanha paulistana de 2024, Pablo Marçal defendeu o aliado ao declarar que "sobre o Leonardo, não foi instaurado nenhum procedimento, a não ser uma notícia". Marçal afirmou posteriormente utilizar a sigla de forma pontual para a candidatura antes de buscar nova filiação.