“Muito a esconder”, afirma Caiado sobre ausência de Lula e Flávio em debate

O ex-governador goiano argumentou que a participação nos debates deveria constituir uma exigência legal, espelhando a obrigatoriedade do voto dos cidadãos

20/08/2026 às 14h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Divulgação/PSD
Reprodução: Divulgação/PSD

O postulante à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, declarou que os adversários na corrida eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não comparecerão ao primeiro confronto promovido pela Band no próximo domingo (23) por receio de expor inconsistências. As ponderações ocorreram durante compromisso público no bairro do Brás, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (20). O ex-governador goiano argumentou que a participação nos debates deveria constituir uma exigência legal, espelhando a obrigatoriedade do voto dos cidadãos.

“Você impõe ao eleitor que ele tem que votar. Só que os dois que estão disputando com maior percentual [de intenção de votos] têm medo de estarem presentes e amarelar num debate, que é o primeiro debate que nós teremos, na Band. Isso significa o quê? Que eles têm muito a esconder”, discursou o candidato.

Na visão do concorrente, a presença compulsória nos encontros ofereceria melhores condições para a tomada de decisão do eleitorado. “Porque, na verdade, o primeiro turno é aquela seleção de quem deve realmente chegar na condição de poder presidir o país”, acrescentou.

Posicionamentos sobre o STF, tributação e apostas virtuais

No decorrer do evento, Caiado também respondeu a questionamentos de jornalistas a respeito do Poder Judiciário, da taxação sobre remessas de bens de consumo importados e do avanço das plataformas digitais de apostas.

Em relação à responsabilização de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), o político ressaltou a necessidade de apuração perante suspeitas de irregularidades: “Toda pessoa, de qualquer poder, que tenha praticado um crime, deve ser punida. Se ele praticou o crime dentro do Supremo Tribunal Federal, ele também deveria ter uma ação do colegiado. E também o Senado Federal, pela população brasileira, tem essa prerrogativa que poderá exercê-lo”.

Sobre a incidência de impostos sobre bens de consumo do varejo internacional, o candidato sustentou a adoção de salvaguardas para o mercado interno e a geração de renda no país: “Todo país tem a responsabilidade de fazer um sistema que proteja aquilo que gera emprego, que gera renda, para que o Estado possa crescer. Eu não vou crescer com o PIB da China. Eu vou crescer com o PIB brasileiro. É óbvio”.

Por fim, ao abordar os prejuízos financeiros e os transtornos socioemocionais vinculados ao vício em jogos de azar eletrônicos, fenômeno associado por pesquisas ao crescimento de episódios de violência contra a mulher, o postulante defendeu fiscalização rigorosa: “Além de ser uma doença que está no Código Internacional de Doenças. É uma ludopatia. As pessoas têm a mesma dependência do jogo que tem de cocaína. Então, isso não pode ser de forma tão extensiva como está sendo colocada aí o que tem. Realmente, [precisa de] um regramento duro para que isso não continue”.

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