Tabata Amaral pede que TSE investigue filiação de Pablo Marçal ao PRTB

Vale destacar que Marçal já responde a uma contestação formulada pelo Ministério Público Eleitoral em virtude de condenação por uso indevido dos meios de comunicação durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024

24/08/2026 às 12h37
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Maria Isabel Oliveira/O Globo
Reprodução: Maria Isabel Oliveira/O Globo

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), pré-candidata à reeleição em 2026, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a abertura de um inquérito policial referente a uma eventual fraude no processo de migração partidária de Pablo Marçal do União Brasil para o PRTB. O pedido foi anexado à petição de impugnação de candidatura do ex-coach à Presidência da República encaminhada à ministra Estela Aranha. As informações são do Metrópoles.

Vale destacar que Marçal já responde a uma contestação formulada pelo Ministério Público Eleitoral em virtude de condenação por uso indevido dos meios de comunicação durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024.

Na representação submetida à Justiça Eleitoral, a deputada sustentou a existência de indícios de falsificação nos comprovantes apresentados para demonstrar a mudança de sigla dentro do prazo legal. Tabata pontuou que o único elemento trazido pela defesa de Marçal é um documento unilateral anexado apenas em 10 de agosto, mais de quatro meses após a data-limite.

Para reforçar a tese, a peça apresenta publicações em redes sociais que mostram o empresário atuando como filiado ao União Brasil após o encerramento da janela partidária. “São claríssimos os indícios de que a tentativa de regularização retroativa da ficha física de filiação ao PRTB constitui fraude criada a posteriori para contornar a ausência de registro tempestivo no sistema FILIA. Prova disso está no próprio ajuizamento da ação de filiação partidária, ocorrido somente em 10.08.2026, mais de quatro meses após o encerramento do prazo de filiação, o que corrobora a tese de simulação e ‘urgência fabricada'”, declarou a parlamentar no documento.

Desdobramentos criminais e declarações

Segundo o requerimento, caso as apurações da Polícia Federal confirmem as irregularidades, o investigado poderá responder por falsidade ideológica eleitoral, uso de documentação falsa e inserção de dados inverídicos em sistema oficial.

“Marçal não é candidato, é um problema jurídico se fazendo passar por candidato. Ele está inelegível até 2032 e há fortes indícios de irregularidade na filiação que apresentou. Por isso, recorri à Justiça e pedimos que a polícia investigue a possível falsidade desse documento. Quem quer ser presidente precisa respeitar as regras e as instituições. Marçal nunca respeitou regra nenhuma. Agora ele está fazendo o que sabe fazer de melhor: tumultuar”, afirmou a deputada com exclusividade à coluna Igor Gadelha.

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