
Em uma grande reviravolta para o Carnaval carioca, o Portal LeoDias revelou que Paolla Oliveira decidiu permanecer na folia do Rio de Janeiro e assumirá o posto de Rainha de Bateria da Imperatriz Leopoldinense. Após recusar o convite para retornar à Grande Rio, a atriz terá sua chegada oficializada pela agremiação no dia 18.
A contratação ocorre em um momento emblemático para a escola de Ramos, comandada pelo carnavalesco Leandro Vieira, responsável pelo título de 2023 com o enredo sobre Lampião e por desfiles marcantes sobre a cultura cigana (2024), mitologia iorubá (2025) e a homenagem a Ney Matogrosso planejada para 2026. A presença de Paolla reafirma a tradição festiva da comunidade e promete movimentar o Sambódromo.
Para o desfile de 2027, a Imperatriz Leopoldinense levará à Avenida o enredo “A MEMÓRIA DO REI E O SUMIÇO DE DONA JÚLIA”. A narrativa acompanhará a história de Dona Júlia, uma calunga sagrada desenvolvida em 1967 a pedido do babalorixá Eudes Chagas, do Maracatu Porto Rico, para homenagear a ancestralidade de Dona Santa, a lendária "rainha do maracatu elefante".
A peça, depositária dos axés espirituais do grupo do Recife, desapareceu em 1980 após ser transferida para um museu. O mistério permaneceu por 34 anos até o reaparecimento da boneca em um terreiro de candomblé em Olinda, levada por um estudante que alegava episódios de assombração. Reconhecida por um babalorixá através de uma reportagem de televisão, a imagem retornou ao Maracatu Porto Rico, onde passou por rituais de encantamento, como ebó, banho de ervas e recolhimento no peji, antes de ser levada novamente às ruas no Carnaval e integrar a tradicional Noite dos Tambores Silenciosos no Pátio do Terço.
É justamente essa trajetória de origem, desaparecimento, reencontro e reiniciação espiritual que servirá de fio condutor para o desfile de 2027 da Imperatriz Leopoldinense.